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Crise de memórias: marcas de placas-mãe também sofrem com baixas vendas

Comercialização do componente caiu com mercado de PCs em baixa; fabricantes não devem superar números de 2025.

Avatar do(a) autor(a): Nilton Cesar Monastier Kleina

schedule08/05/2026, às 09:30

A atual crise de chips de memória está afetando até mesmo mercados de outros componentes de eletrônicos. De acordo com o site DigiTimes, o setor de placas-mãe foi diretamente prejudicado em vendas pelo momento difícil de toda a indústria.

Segundo a reportagem, fabricantes taiwanesas desse componente estão preocupadas com os números de 2026. Companhias de peso, como Asus, MSI e Gigabyte, até já reduziram as próprias expectativas de comercialização para o ano, reajustando o desempenho com base nos números dos primeiros meses.

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No geral, as fabricantes esperam uma redução média de 25% na venda de placas-mãe para fabricantes e consumidores.

  • A Asus pode não atingir a marca de 10 milhões de unidades vendidas por ano, algo que ela antes conseguia com facilidade — em 2025, a marca foi de 15 milhões de produtos;
  • No caso da Gigabyte e da MSI, ambas devem fechar o ano com cerca de 8,5 milhões de placas-mãe comercializadas cada uma, também abaixo da meta tradicional;
  • A ASRock também já estaria alterando as metas, com uma queda de até 37% esperada nas vendas e chegando a 2,7 milhões de placas-mãe vendidas.

Por que o mercado de placas-mãe desabou?

A crise de chips de memória é o grande fator que gera um "efeito dominó" na indústria atual de PCs, levando outras áreas a serem afetadas.

A situação atual envolve a demanda de empresas de inteligência artificial (IA) por componentes de memória para uso em data centers. Essas encomendas mais complexas e lucrativas são priorizadas pelas fabricantes de semicondutores, que reduzem a oferta para eletrônicos de consumo e encarecem o preço dessa categoria de pedidos — o que é normalmente repassado ao menos parcialmente ao consumidor na forma de alta de preços.

O mercado de lojas de computadores voltadas para quem monta o próprio computador peça a peça é um dos mais afetados por tudo isso, já que lojas e consumidores estão reduzindo as compras pela falta de componentes e a alta nas memórias.

Além disso, como até mesmo o setor de placas de vídeo (GPUs) está desacelerando em termos de atualizações de geração, com empresas como a Nvidia também priorizando IA, há "redução nos incentivos" para consumidores atualizarem as próprias máquinas e comprarem novas placas-mãe.

Como resultado, estimativas apontam que o mercado de PCs como um todo deve ter um declínio de 11% nas vendas de 2026. As previsões mais pessimistas indicam que a fase de crise pode durar até o fim da década.

Por outro lado, as empresas de placas-mãe não estão em uma situação tão ruim assim. O motivo, para o DigiTimes, é a presença dessas mesmas marcas no próprio mercado de servidores de IA, fornecendo cada vez mais componentes para essas estruturas corporativas.

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