Logo TecMundo
Produto

Motorola aumenta em até 50% os preços de celulares nos EUA

A companhia estadunidense reajustou fortemente o preço sugerido dos seus celulares de entrada no mercado internacional; marca ainda não se pronunciou.

Avatar do(a) autor(a): Felipe Vitor Vidal Neri

schedule09/04/2026, às 15:55

updateAtualizado em 09/04/2026, às 17:02

A Motorola aumentou o preço dos smartphones da linha Moto G 2026 em até 50% nos últimos dias no mercado norte-americano. Todos os modelos da série de entrada/intermediária da companhia estadunidense receberam algum tipo de reajuste e deixaram os preços impraticáveis. A Motorola não se manifestou sobre esses aumentos.

Como apontam inúmeros veículos internacionais, os preços dos Moto G foram parar nas alturas. O Moto G Play, modelo mais básico da linha, saltou de US$ 180 para US$ 250 (cerca de R$ 1.300) em um aumento de 38%. Algo similar ocorre com o Moto G Power, que ostenta o posto de celular mais parrudo dessa série, já que saiu dos US$ 300 para US$ 400 (R$ 2.000) - uma diferença de 33%.

smart_display

Nossos vídeos em destaque

O caso mais complexo é o do Moto G 2026, smartphone que literalmente fica no meio de campo em relação aos demais aparelhos. Esse dispositivo tinha preço sugerido de US$ 200, mas foi reajustado para US$ 300 (R$ 1.500), ou seja, uma diferença de 50% no valor do produto.

moto-g-play-2026.jpg
Com os novos preços, a linha Moto G 2026 acaba com a proposta de custo-benefício (Imagem: Motorola)

Nem mesmo o recém-anunciado Moto G Stylus escapa dessa onda de reajustes. Esse celular foi anunciado na terça-feira (07) por US$ 500 (R$ 2.500) com foco na caneta inteligente aprimorada. No entanto, ele trouxe um aumento de US$ 100 quando comparado ao seu antecessor.

Por que a Motorola aumentou o preço dos celulares?

Embora a Motorola ainda não tenha se posicionado sobre esses aumentos, não é difícil entender o motivo por trás dos reajustes. Com a falta de estoque e os preços altos para conseguir remessas de memórias RAM e chips NAND para armazenamento, o custo para fabricar um smartphone aumentou de maneira considerável nos últimos meses.

  • Durante uma entrevista ao TecMundo em março, o presidente da Motorola Brasil, Rodrigo Vidigal, salientou que “não há o que fazer” sobre a crise de chips;
  • O executivo pontuou que a crise iria impactar toda a indústria de eletrônicos e que a empresa tenta “mitigar da melhor forma possível”;
  • A companhia teria conseguido prever o surgimento do problema e assegurou alguns componentes com antecedência para formar estoque;
  • Mesmo assim, eventualmente as peças serão usadas e o preço dos novos componentes adquiridos já estarão corrigidos por conta da crise;
  • Companhias como a Xiaomi também já afirmaram inúmeras vezes que precisam aumentar o preço dos seus celulares;
  • Há uma expectativa que a falta de componentes desacelere o mercado de celulares de entrada e que as empresas dêem ênfase aos topo de linha;
  • Como os modelos de entrada são bem mais baratos, é difícil para que as marcas consigam absorver os custos da produção.

O TecMundo contatou a Motorola Brasil para maiores esclarecimentos, mas no momento em que esta notícia foi ao ar, ainda não houve resposta. Caso a companhia se posicione, o conteúdo será prontamente atualizado. Nós também checamos os preços no Brasil e, no momento, não parece haver mudanças.

Por falar no Brasil, a companhia anunciou a chegada do Motorola Edge 70 Fusion temático da Copa do Mundo de 2026 ao Brasil por um preço alto. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.