A Motorola aumentou o preço dos smartphones da linha Moto G 2026 em até 50% nos últimos dias no mercado norte-americano. Todos os modelos da série de entrada/intermediária da companhia estadunidense receberam algum tipo de reajuste e deixaram os preços impraticáveis. A Motorola não se manifestou sobre esses aumentos.
Como apontam inúmeros veículos internacionais, os preços dos Moto G foram parar nas alturas. O Moto G Play, modelo mais básico da linha, saltou de US$ 180 para US$ 250 (cerca de R$ 1.300) em um aumento de 38%. Algo similar ocorre com o Moto G Power, que ostenta o posto de celular mais parrudo dessa série, já que saiu dos US$ 300 para US$ 400 (R$ 2.000) - uma diferença de 33%.
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O caso mais complexo é o do Moto G 2026, smartphone que literalmente fica no meio de campo em relação aos demais aparelhos. Esse dispositivo tinha preço sugerido de US$ 200, mas foi reajustado para US$ 300 (R$ 1.500), ou seja, uma diferença de 50% no valor do produto.
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Nem mesmo o recém-anunciado Moto G Stylus escapa dessa onda de reajustes. Esse celular foi anunciado na terça-feira (07) por US$ 500 (R$ 2.500) com foco na caneta inteligente aprimorada. No entanto, ele trouxe um aumento de US$ 100 quando comparado ao seu antecessor.
Por que a Motorola aumentou o preço dos celulares?
Embora a Motorola ainda não tenha se posicionado sobre esses aumentos, não é difícil entender o motivo por trás dos reajustes. Com a falta de estoque e os preços altos para conseguir remessas de memórias RAM e chips NAND para armazenamento, o custo para fabricar um smartphone aumentou de maneira considerável nos últimos meses.
- Durante uma entrevista ao TecMundo em março, o presidente da Motorola Brasil, Rodrigo Vidigal, salientou que “não há o que fazer” sobre a crise de chips;
- O executivo pontuou que a crise iria impactar toda a indústria de eletrônicos e que a empresa tenta “mitigar da melhor forma possível”;
- A companhia teria conseguido prever o surgimento do problema e assegurou alguns componentes com antecedência para formar estoque;
- Mesmo assim, eventualmente as peças serão usadas e o preço dos novos componentes adquiridos já estarão corrigidos por conta da crise;
- Companhias como a Xiaomi também já afirmaram inúmeras vezes que precisam aumentar o preço dos seus celulares;
- Há uma expectativa que a falta de componentes desacelere o mercado de celulares de entrada e que as empresas dêem ênfase aos topo de linha;
- Como os modelos de entrada são bem mais baratos, é difícil para que as marcas consigam absorver os custos da produção.
Ao TecMundo, a Motorola explica que os novos preços nos EUA “estão sempre sujeitos a alterações regionais com base nas condições de mercado”, mas que aposta em “pacotes promocionais e ofertas” para oferecer vantagens ao consumidor. Confira o posicionamento da companhia na íntegra a seguir:
"Os preços estão sempre sujeitos a alterações regionais com base nas condições de mercado. Avaliamos regularmente os preços para nos mantermos competitivos e continuamos a oferecer pacotes promocionais e ofertas vantajosas para proporcionar aos consumidores o melhor custo-benefício possível".
Nós também checamos os preços no Brasil e, no momento, não parece haver mudanças.
Por falar no Brasil, a companhia anunciou a chegada do Motorola Edge 70 Fusion temático da Copa do Mundo de 2026 ao Brasil por um preço alto. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.
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