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50 anos da Apple: 20 aparelhos da marca que fracassaram miseravelmente

Nem só de hits vive a Apple: empresa chega ao meio século acumulando também uma longa lista de produtos que não deram certo.

Avatar do(a) autor(a): Alice Labate

schedule01/04/2026, às 00:15

Nesta quarta-feira, 1º de abril, a Apple completa 50 anos. Ao longo dessas cinco décadas, a empresa construiu uma das trajetórias mais bem-sucedidas da tecnologia, com produtos que moldaram o mercado e viraram referência global. Mas, como nem tudo são flores, a história da companhia também é marcada por uma série de fracassos que ficaram pelo caminho.

Entre acertos e erros, a Apple lançou dispositivos que simplesmente não funcionaram como esperado, chegaram cedo demais ao mercado ou eram caros demais para convencer o consumidor. Em alguns casos, eram ideias até interessantes, mas mal executadas. Em outros, eram só… estranhas mesmo.

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E é essa lista de tropeços que ajuda a entender que inovação também envolve risco. A seguir, veja 20 produtos curiosos, malucos e, claro, fracassados da empresa (daqueles que muita gente nem lembra que existiram).

Apple III (1980)

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Apple III. (Fonte: Wikimedia Commons)

O Apple III surgiu em 1980 como sucessor do bem-sucedido Apple II e carregava grandes expectativas dentro da Apple. A ideia era aprimorar o computador de mesa que já dominava o mercado, mantendo a base de usuários e avançando em desempenho. Na vida real, porém, o projeto acabou tomando um rumo problemático desde o início.

Parte dos erros veio de decisões de design que priorizaram o silêncio. Para evitar ruídos, a equipe optou por eliminar ventoinhas de resfriamento, enquanto a caixa do computador também não ajudava na dissipação de calor, piorando ainda mais a situação.

O resultado foi um computador que superaquecia com frequência, comprometendo tanto o desempenho quanto a durabilidade dos componentes. Em alguns casos, o calor era tanto que peças internas chegavam a se deslocar, afetando o funcionamento da máquina e exigindo manutenção constante.

Com falhas recorrentes e perda de confiança por parte dos consumidores, o Apple III teve desempenho fraco nas vendas e vida curta no mercado (apenas quatro anos).

Apple Lisa (1983)

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Apple Lisa. (Fonte: Wikimedia Commons)

O Apple Lisa ocupa um lugar curioso na história da tecnologia: ao mesmo tempo em que foi revolucionário, também foi um fracasso comercial. Lançado em 1983, ele foi um dos primeiros computadores pessoais a oferecer uma interface gráfica com janelas e ícones.

Essa inovação mudaria completamente a forma como interagimos com computadores, mas, na época, não foi suficiente para garantir sucesso de vendas. Isso porque o Lisa tinha um preço extremamente alto, chegando perto dos US$ 10 mil, o que o tornava inacessível para a maioria dos consumidores.

Além do custo, o desempenho também era um ponto fraco. O sistema era considerado lento e pouco intuitivo para usuários que ainda estavam se adaptando ao uso de computadores pessoais.

Mesmo com sua importância histórica, o Lisa não conseguiu se firmar no mercado e acabou sendo substituído por modelos mais acessíveis e eficientes, sendo esse um caso clássico de inovação que não acertou o timing.

Apple Macintosh Portable (1989)

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Apple Macintosh Portable. (Fonte: Wikimedia Commons)

O Apple Macintosh Portable foi a primeira tentativa da Apple de criar um computador portátil, mas acabou mostrando que a empresa ainda tinha um longo caminho pela frente nesse segmento. Lançado em 1989, o dispositivo chamava atenção mais pelo tamanho e peso do que pela proposta de mobilidade, já que ultrapassava os 7 kg e tinha cerca de 10 cm de espessura. Portátil só no nome mesmo!

Além do design pouco prático, o modelo enfrentava problemas técnicos sérios que comprometiam a experiência do usuário, como relatos de unidades que simplesmente não ligavam, mesmo quando conectadas à energia. Para um equipamento caro, esse tipo de falha era difícil de aceitar, né?

O desempenho também não ajudava a compensar os problemas. Embora fosse inovador na proposta, o Macintosh Portable não entregava uma experiência bacana o suficiente para justificar o investimento. Com isso, acabou sendo rapidamente superado por aparelhos melhores que surgiriam anos depois.

Apple Newton (1990)

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Apple Newton. (Fonte: Wikimedia Commons)


O Apple Newton foi uma das apostas mais ambiciosas da Apple nos anos 1990 ao tentar antecipar o que hoje conhecemos como dispositivos móveis inteligentes. A proposta era simples no papel: permitir que o usuário escrevesse diretamente na tela com uma canetinha, enquanto o sistema convertia a escrita manual em texto digital. Ele era um PDA (assistente pessoal digital).

O problema é que a realidade estava longe da expectativa, já que a tecnologia de reconhecimento de escrita estava longe de ser confiável. O sistema frequentemente interpretava palavras de forma errada, o que tornava o uso frustrante e pouco eficiente no dia a dia (o aparelho virou até piada no seriado The Simpsons).

Além das limitações técnicas, o Newton também era caro, o que dificultava sua adoção em larga escala. A combinação de custo alto com desempenho ruim acabou afastando consumidores e consolidando o dispositivo como um dos primeiros grandes flops da empresa.

Macintosh TV (1993)

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Macintosh TV. (Fonte: Wikimedia Commons)

O Macintosh TV foi uma tentativa da Apple de antecipar a integração entre televisão e computador, algo que só se tornaria comum muitos anos depois. Lançado em 1993, o dispositivo combinava funções de PC com a possibilidade de assistir a programas de TV.

A ideia era inovadora, mas a execução deixou a desejar. Um dos principais problemas era a limitação de uso: o usuário não podia utilizar as funções de computador e TV ao mesmo tempo, o que reduzia bastante a utilidade do produto no dia a dia.

Além disso, o preço elevado também foi um problema (para variar), porque para muitos consumidores, não fazia sentido investir tanto em um dispositivo com limitações claras de uso.

eWorld (1994)

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eWorld. (Fonte: Wikimedia Commons)

O eWorld foi a aposta da Apple para competir com serviços online populares nos anos 1990, como a AOL. A plataforma oferecia um ambiente digital com navegação visual, em que diferentes funções eram representadas por espaços como prédios e áreas temáticas (uma versão bem inicial do atual metaverso).

Embora a proposta fosse criativa, o serviço enfrentava barreiras importantes. O custo de assinatura era alto, o que limitava o acesso a um público mais restrito, além de que, inicialmente, só estava disponível para usuários do Macintosh.

Esse conjunto de fatores dificultou a formação de uma base sólida de usuários, algo essencial para o sucesso de plataformas desse tipo. Enquanto isso, concorrentes mais acessíveis continuavam crescendo rapidamente.

Sem conseguir competir em escala, o eWorld foi descontinuado em 1996. Hoje, é lembrado como uma tentativa interessante, mas mal posicionada no mercado.

FireWire (1995)

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FireWire. (Fonte: Wikimedia Commons)

A FireWire foi desenvolvida pela Apple como uma alternativa mais rápida ao USB para transferência de dados entre dispositivos. Tecnicamente, a tecnologia tinha vantagens reais, oferecendo maior velocidade e eficiência em determinadas aplicações.

No entanto, um fator estratégico acabou pesando contra sua adoção: a FireWire era um padrão proprietário, o que exigia que fabricantes pagassem taxas de licenciamento para utilizá-la (nem preciso dizer que não deu certo).

Enquanto isso, o USB seguia um caminho mais aberto e acessível, sendo incorporado rapidamente por diversos fabricantes. Para o consumidor médio, a diferença de desempenho não era tão perceptível a ponto de justificar a escolha pela FireWire.

Com o tempo, o mercado acabou consolidando o USB como padrão dominante. A FireWire foi gradualmente abandonada até ser oficialmente descontinuada pela Apple em 2011.

Apple Pippin (1995)

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Apple Pippin. (Fonte: Wikimedia Commons)

O Apple Pippin marcou a tentativa da Apple de entrar no mercado de consoles de videogame em 1995, mas o resultado passou longe do esperado. Em vez de competir diretamente com gigantes como Sony e Nintendo, a empresa optou por criar um híbrido entre console e computador conectado à internet, algo bastante ousado para a época.

O problema é que a execução não acompanhou a ambição, porque o hardware era limitado, a conexão dependia de um modem lento e a biblioteca de jogos era extremamente reduzida. Sem títulos relevantes, o aparelho não conseguia atrair jogadores.

Além disso, o preço de lançamento, em torno de US$ 599, era considerado alto para o que o produto entregava. Com marketing pouco eficaz e proposta confusa, o Pippin rapidamente perdeu espaço e foi descontinuado poucos anos depois, tornando-se um dos fracassos mais emblemáticos da empresa fora do segmento de computadores.

Apple eMate 300 (1997)

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Apple eMate 300. (Fonte: Wikimedia Commons)

O Apple eMate 300 foi um dos produtos mais curiosos da Apple, combinando características de um laptop com funcionalidades de um PDA. Com design colorido e construção robusta, o dispositivo foi pensado especialmente para o ambiente educacional, oferecendo um preço relativamente mais acessível em comparação a outros produtos da empresa na época.

Apesar dessas qualidades, o grande problema do eMate foi justamente sua limitação de público. O dispositivo era vendido exclusivamente para instituições de ensino, o que restringia drasticamente seu alcance no mercado. Mesmo consumidores interessados não tinham acesso ao produto.

Essa estratégia acabou comprometendo o potencial de vendas e o aparelho foi descontinuado menos de um ano após seu lançamento, apesar de influenciar o design de futuros produtos da Apple.

Apple USB Mouse (1998)

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Apple USB Mouse. (Fonte: Wikimedia Commons)

O Apple USB Mouse, lançado em 1998, é um daqueles casos clássicos em que o design fala mais alto que a usabilidade  (e já vimos que isso não funciona).

Conhecido pelo formato circular incomum, o acessório ficou famoso não por inovação, mas por ser extremamente desconfortável de usar no dia a dia.

A proposta da Apple era apostar em um visual mais moderno e minimalista, alinhado com a nova identidade da marca naquele momento. O pulo do gato é que o formato arredondado dificultava a pegada e comprometia a precisão dos movimentos.

Usuários relatavam dificuldade até para tarefas simples, como arrastar arquivos ou clicar com precisão. O mouse também não se encaixava bem na mão, o que tornava o uso prolongado bastante incômodo.

Apesar de ter sido incluído em computadores Macintosh por cerca de dois anos, o modelo foi abandonado. A repercussão negativa foi tão grande que ele entrou para a lista dos designs mais criticados da história da empresa.

Power Mac G4 Cube (2000)

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Power Mac G4 Cube. (Fonte: Wikimedia Commons)

O Power Mac G4 Cube é frequentemente lembrado como um exemplo de produto bonito, mas pouco prático. Lançado em 2000, o computador chamou atenção pelo design compacto em formato de cubo, que destoava completamente dos desktops tradicionais da época.

A proposta era oferecer desempenho avançado em um formato inovador e minimalista. No entanto, essa aposta estética veio acompanhada de limitações importantes, como baixa capacidade de expansão de hardware, o que era um fator relevante para usuários mais exigentes.

Além disso, o preço caro colocava o produto em uma posição difícil no mercado, já que existiam alternativas mais baratas e mais versáteis dentro da própria linha da Apple. Para muitos consumidores, o custo-benefício simplesmente não fechava.

Mesmo sendo elogiado pelo design, o G4 Cube não conseguiu se sustentar comercialmente e ele foi descontinuado em menos de um ano após o lançamento.

Xserve (2002)

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Xserve. (Fonte: Wikimedia Commons)

O Apple Xserve foi a tentativa da Apple de entrar no mercado corporativo de servidores, um segmento dominado por empresas especializadas como IBM e Dell. Lançado em 2002, o produto buscava oferecer soluções para empresas e data centers.

Apesar de tecnicamente competente, o Xserve enfrentava dificuldades para competir em um mercado já consolidado e altamente especializado, considerando que aquela não era tradição da Apple. Com isso, o produto não colou e foi descontinuado em 2011.

iPod U2 (2004)

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iPod U2. (Fonte: Wikimedia Commons)

Lembra do iPod U2 Special Edition? A colaboração entre a Apple e a banda U2 parecia uma jogada certeira do ponto de vista de marketing: uma versão personalizada do famoso tocador de música, com design exclusivo e conteúdo da banda.

O aparelho trazia diferenciais visuais, como a roda de rolagem vermelha e as assinaturas dos integrantes gravadas na parte traseira. Além disso, vinha com músicas do U2, reforçando o apelo para fãs da banda e para quem acompanhava as campanhas publicitárias da época.

O problema é que, fora desse nicho específico, o produto não oferecia vantagens reais em relação ao iPod tradicional e, ainda assim, custava cerca de US$ 50 a mais. Com isso, a estratégia não se sustentou e o aparelho foi descontinuado.

iPod Hi-Fi (2006)

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iPod Hi-Fi. (Fonte: Wikimedia Commons)

O iPod Hi-Fi foi lançado em 2006 como um acessório premium para o iPod, prometendo transformar o tocador de música em um sistema de som doméstico de alta qualidade. A ideia era encaixar o iPod e ter uma experiência sonora potente e prática.

Parecia uma extensão natural do sucesso do iPod, porém o produto enfrentou dificuldades para justificar seu posicionamento. O preço era considerado alto para um acessório, especialmente em um mercado com alternativas mais baratas.

Outro ponto crítico era a falta de recursos adicionais, como conectividade sem fio ou rádio, que já começavam a se tornar relevantes naquele momento. Então, sem grande apelo para o consumidor médio, o iPod Hi-Fi teve vida curta e foi descontinuado cerca de um ano após o lançamento.

MobileMe (2008)

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MobileMe. (Fonte: Apple/Reprodução)

 O MobileMe foi a tentativa da Apple de oferecer um serviço integrado de armazenamento e sincronização na nuvem, antes do lançamento do iCloud. A proposta era centralizar e-mails, contatos e arquivos em um único ecossistema acessível de diferentes dispositivos.

Apesar da ideia alinhada com tendências futuras, a execução não era boa, e o serviço apresentava falhas frequentes de sincronização, bugs e instabilidade. As críticas foram intensas, e o produto rapidamente ganhou reputação negativa no mercado.

Diante da repercussão, a Apple optou por descontinuar o MobileMe.

iTunes Ping (2010)

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O iTunes Ping foi a tentativa da Apple de entrar no universo das redes sociais, integrando essa proposta diretamente ao iTunes. A ideia era permitir que usuários compartilhassem músicas, descobrissem novos artistas e acompanhassem o que amigos estavam ouvindo.

Apesar de fazer sentido dentro do ecossistema da empresa, o Ping enfrentou um problema básico: saturação. Na época, plataformas como Facebook e Twitter já dominavam o espaço social, e os usuários não viam motivo para aderir a mais uma rede.

Além disso, o nível de interação era limitado e não oferecia diferenciais suficientes para engajar o público. A experiência acabava sendo pouco intuitiva e não era interessante para a maioria dos usuários.
Sem adesão significativa, o serviço foi encerrado após cerca de dois anos.

Apple Maps (2012)

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Apple Maps. (Fonte: Apple/Reprodução)

O Apple Maps chegou em 2012 com a missão ambiciosa de substituir o Google Maps no iPhone. A ideia era fortalecer o ecossistema da Apple com um serviço próprio de navegação, só que o lançamento passou longe de ser tranquilo.

Logo nos primeiros dias, usuários começaram a relatar erros bizarros de localização, rotas equivocadas e até cidades posicionadas no lugar errado. Em alguns casos, o aplicativo levava motoristas para caminhos perigosos ou simplesmente inexistentes.

A repercussão foi tão negativa que a própria Apple precisou se pronunciar publicamente, recomendando que usuários utilizassem aplicativos concorrentes enquanto melhorias eram feitas. Foi um momento raro de recuo da empresa.

Com o tempo, o serviço foi sendo corrigido e hoje funciona bem melhor. Mas o lançamento problemático ficou marcado na história da empresa (e o app não é utilizado por muitos usuários).

Apple Butterfly Keyboard (2015)

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Apple Butterfly Keyboard. (Fonte: Wikimedia Commons)

O Apple Butterfly Keyboard foi introduzido em 2015 com o objetivo de tornar os laptops da Apple ainda mais finos e modernos. A nova tecnologia prometia teclas mais estáveis e um design mais compacto.
Na real, virou dor de cabeça.

As teclas eram extremamente sensíveis à poeira e sujeira, o que fazia com que travassem ou parassem de funcionar com facilidade. O problema se espalhou por diversas gerações de MacBooks, gerando reclamações em massa e até processos judiciais contra a empresa. A situação afetou diretamente a reputação dos laptops da Apple naquele período.

Depois de anos de críticas, a empresa abandonou o design e voltou a mecanismos mais tradicionais.

AirPower (2017)

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AirPower. (Fonte: Wikimedia Commons)

O AirPower talvez seja um dos fracassos mais curiosos da história recente da Apple, porque ele nunca chegou a ser lançado de fato. Anunciado em 2017, o acessório prometia carregar múltiplos dispositivos ao mesmo tempo, como iPhone, Apple Watch e AirPods, em qualquer posição sobre a base.

A proposta chamou atenção justamente pela praticidade e pelo nível de integração com o ecossistema da marca. Era o tipo de produto que parecia “mágico” nas apresentações, bem no estilo Apple.

O problema veio na execução. A empresa enfrentou dificuldades técnicas significativas, especialmente relacionadas ao superaquecimento e à distribuição eficiente de energia entre os dispositivos. Esses desafios impediram que o produto atingisse o padrão de qualidade esperado.

Após meses de adiamentos e silêncio, a Apple anunciou oficialmente o cancelamento do AirPower em 2019. O caso virou um exemplo raro de um produto anunciado publicamente que nunca chegou ao mercado.

HomePod original (2018)

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HomePod. (Fonte: Apple/Reprodução)

O HomePod original marcou a entrada da Apple no mercado de caixas de som inteligentes, dominado por concorrentes como Amazon e Google. Lançado em 2018, o dispositivo apostava pesado em qualidade de áudio, entregando um som elogiado por especialistas e usuários.

O problema é que, fora isso, ele deixava a desejar em outros aspectos importantes. A assistente virtual Siri tinha limitações claras em comparação com rivais, e o ecossistema era mais fechado, funcionando melhor apenas com outros produtos da Apple, restringindo bastante o público potencial.

Além disso (adivinha), era caro, o que colocava o HomePod em desvantagem frente a concorrentes mais acessíveis e com funcionalidades mais amplas. Para muitos consumidores, não fazia sentido pagar mais caro por um produto com menos versatilidade.

Com vendas abaixo do esperado, o modelo original foi descontinuado em 2021.