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Índia prepara incentivos para aumentar produção de celulares no país

O Governo indiano mira que nos próximos anos o país se tornará um polo de fabricação global e busca ser a grande alternativa contra a China.

Avatar do(a) autor(a): Felipe Vitor Vidal Neri

schedule13/03/2026, às 08:00

A Índia quer se tornar a principal fabricante de smartphones do mundo e planeja aumentar incentivos para a produção local de smartphones. O movimento ocorre após o fim do atual programa de expansão para o setor, que expira neste mês. O país corre para ser a principal alternativa em relação à China.

Fontes próximas ao assunto explicam que a ideia do país da Ásia Meridional é continuar apoiando as demandas do setor, mas em um momento que pode perder a vantagem tarifária sobre a China. A produção de smartphones é um pilar fundamental no cronograma do primeiro-ministro indiano Narendra Modi.

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Um funcionário indiano comentou que o país deseja vincular os novos incentivos fiscais com as exportações do país. A meta é aumentar a produção global e os investimentos devem começar a aparecer a partir de abril deste ano. Coincidentemente, o fim de março casa com o encerramento do Production-Linked Incentive (PLI).

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A Índia sempre foi uma parceira estratégica da Apple para a montagem dos iPhones (Luke Walker/GettyImages)

A Índia tinha uma ideia muito clara quando “convidou” as empresas para produzirem no país. Caso a fabricação batesse certas metas de vendas, o governo devolveria uma parte do dinheiro investido. O PLI de US$ 21 bilhões expira neste mês, mas a tendência é que ele seja remodelado em uma nova versão, agora pautada na exportação de produtos.

Índia produziu US$ 60 bilhões em celulares

O objetivo do primeiro-ministro Modi é causar um impulsionamento exponencial no tecido industrial indiano. A estimativa é que a expansão da produção de eletrônicos bata os US$ 500 bilhões (cerca de R$ 2,6 trilhões) até 2030. No ano fiscal de 2024/2025, a Índia produziu o equivalente a US$ 60 bilhões (R$ 310 bilhões) em celulares, um salto de 28 vezes em relação à década passada.

  • Exportações de dispositivos móveis no mesmo período aumentaram em US$ 21,7 bilhões (R$ 110 bilhões), tornando os celulares os itens mais exportados do país;
  • A Índia deseja que os produtos feitos no país abasteçam não apenas o mercado local, como também a Europa e Américas;
  • Gigantes globais como Apple e Samsung devem se beneficiar da novidade, já que tentam reduzir sua dependência da China há anos;
  • Com as tarifas recíprocas impostas pela administração Trump em 2025, a Índia viu a oportunidade de se tornar uma opção segura;
  • Já que os EUA podem revogar as tarifas em relação à China, Pequim pode voltar a ser tornar competitiva e barata para a produção de eletrônicos;
  • A meta da Índia é se tornar um ecossistema completo de componentes e fabricação de produtos a curto e médio prazo.

A Apple já produz 25% dos seus smartphones na Índia. Em 2025, o país fabricou mais de 55 milhões de unidades do smartphone, número bem maior que os 36 milhões de unidades em 2024. Com os futuros incentivos de Narendra Modi, a expectativa é que nos próximos anos a Índia se torne uma força maior na fabricação global de eletrônicos.

Após a Apple anunciar o MacBook Neo nas últimas semanas, CEOs de marcas como a Asus afirmaram que o produto deixou “a indústria em choque”. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.