Contrabandista é preso com 160 CPUs coladas em seu corpo

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Em julho do ano passado, um contrabandista foi preso na China ao tentar transportar 256 CPUs coladas em seu corpo. Apesar de inusitado, o caso acabou se repetindo recentemente, conforme relata o site Tom's Hardware, quando um homem foi preso no país durante uma tentativa de contrabandear CPUs da mesma maneira — que o rendeu o apelido de "Processador-Ambulante" entre os policiais.

Assim como na última apreensão, a tentativa de contrabando mais recente também foi frustrada devido a um comportamento incomum do criminoso, que chamou a atenção da polícia e resultou em sua descoberta. Segundo as autoridades, o homem não identificado carregava cerca de 160 CPUs de 11ª e 12ª Geração da Intel coladas em várias partes de seu corpo — incluindo panturrilhas, cintura e abdômen. Além disso, também foram apreendidos 16 celulares dobráveis, sem marca revelada.

Embora os modelos específicos das CPUs não tenham sido identificados, o Tom's Hardware denota que um Core i5-12600KF, da Intel, aparece na imagem compartilhada pela alfândega chinesa. Estimando, o site sugere que 160 unidades desse modelo equivaleriam a US$ 42.240, cerca de R$ 216,38 mil em conversão direta. Com a crescente demanda por componentes eletrônicos, estratégias criminosas como essa tornam-se mais atrativas para contrabandistas por conta de seu alto valor e pequenas dimensões.

Imagens da apreensão do "Processador-Ambulante". (Fonte: TomImagens da apreensão do "Processador-Ambulante". (Fonte: Tom's Hardware / Reprodução)Fonte:  Tom's Hardware 

Sem favoritismo

Notavelmente, vale ressaltar que a dominância de processadores Intel em crimes como esse pode ser explicada em sua construção no padrão de soquete Land Grid Array (LGA), onde os pinos de contato necessários ficam na placa-mãe e tornam sua contra-parte mais resistente. No caso dos processadores AMD, por outro lado, o padrão de soquete adotado é o Pin Grid Array (PGA), mais suscetível a danos de transporte.

Enquanto a AMD não realizar sua transição para o novo padrão AM5, confirmado como LGA, é possível que a Intel continue como principal alvo de contrabandistas.