FBI desbloqueia iPhone 11 Pro de criminoso sem a ajuda da Apple

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Um artigo da revista Forbes confirma que o FBI já é capaz de desbloquear até mesmo os modelos mais recentes dos smartphones da Apple sem a necessidade de pedir a ajuda da empresa.

O caso mais recente aconteceu ainda em 2019 e envolveu a liberação do aparelho de Baris Ali Koch, acusado de ajudar o irmão criminoso a fugir do país ao entregar seus próprios documentos no lugar. O telefone de Koch, um iPhone 11 Pro Max, estava bloqueado e o suspeito diz não ter fornecido qualquer ajuda para as autoridades descobrirem a senha.

A carta na manga utilizada pelo FBI é um aparelho chamado GrayKey, capaz de ultrapassar a tela de bloqueio de iPhones. Em 2018, a empresa conseguiu banir o acesso do dispositivo ao iOS 12, mas novas atualizações no hardware aparentemente já permitem a invasão até mesmo em modelos mais modernos.

Tá, mas e daí?

O feito do FBI em desbloquear o iPhone 11 de Koch levanta alguns questionamentos sobre eventos recentes. Afinal, se os investigadores já são capazes de burlar a segurança até dos modelos recentes de smartphones da Apple, por que o governo norte-americano ainda insiste que a empresa ajude nas investigações e libere o acesso por conta própria aos dados?

Recentemente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o Procurador-geral do país, William Barr, pediram à empresa que auxiliasse as autoridades no desbloqueio dos aparelhos usados em um tiroteio na instalação militar de Pensacola, na Flórida. A Apple negou e achou o pedido curioso: os smartphones apreendidos são um iPhone 5 e um iPhone 7, ambos já obsoletos e teoricamente frágeis contra o GrayKey. A empresa até mesmo já venceu um processo contra o governo anos antes por se negar a colaborar nessas situações.

Ainda de acordo com a Forbes, essa pode ser uma estratégia perigosa dos EUA para que a Apple finalmente concorde em "afrouxar" a segurança dos iPhones e até instalar um backdoor que permita o acesso às informações pessoais e mensagens em caso de investigação criminal. Isso ajudaria na busca por mensagens de suspeitos de terrorismo, mas, por outro lado, poderia ser explorado também por cibercriminosos e até pela própria corporação. Ao menos por enquanto, entretanto, a Maçã não parece nada disposta a mudar de ideia — e as novas provas só confirmam que ela deve mesmo permanecer imparcial.

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