Hoverboard militar estilo Duende Verde sobrevoa Paris

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As festividades do dia 14 de julho — quando os franceses celebram a Queda da Bastilha — já são, por si só, um espetáculo, mas neste ano contaram com a presença de uma figura que roubou a cena. Pairando sobre o desfile da Iniciativa Europeia de Intervenção, um pacto de coordenação estratégica entre dez países, em um hoverboard e armado com um fuzil estava o francês Franky Zapata.

Campeão mundial de jet ski, fã de quadrinhos e de super-heróis, em 2018 Zapata recebeu financiamento de 1,3 milhão de euros dos militares franceses para tornar seu hoverboard funcional para uso militar. Parece que ele conseguiu, o que lhe rendeu o apelido Duende Verde francês, uma referência ao clássico vilão do universo do Homem-Aranha.

O hoverboard voa graças a 5 motores a jato alimentados por óleo de parafina; alcança 3 mil metros de altura e velocidade de 200 km/h — os motores regulam o impulso e a estabilidade da prancha. Segundo Zapata, a mesma tecnologia estabilizadora dos drones foi usada no Flyboard Air.

Ficção que custa caro

Soldados voadores são obra de ficção e desejo desde a Segunda Guerra Mundial. Porém, problemas de engenharia sempre impediram que esse equipamento convencional se tornasse mais do que produto para demonstrações em shows e paradas militares. O principal motivo para a inviabilidade é que são muito dispendiosos de se operar. E não são apenas custos, pois a grande quantidade de energia necessária para sustentar o voo e sua consequente dificuldade de controlar o curso da trajetória se juntam à temeridade de se pendurar um motor a jato nas costas de alguém.

Zapata já anunciou a versão militar de seu hoverboard, o Fly-EZ. O objetivo seria usá-lo em patrulhamento terrestre de rotina ou inserções reais de combate. Porém, mais uma vez o uso esbarra no custo: seria caro equipar as tropas com o sistema, já que cada um custaria US$ 250 mil, mais de R$ 900 mil, sem contar que o ruído de motores é o que menos se quer em uma operação furtiva.

O Flyboard poderá, por outro lado, ser empregado por equipes de resposta rápida ou em operações de socorro.

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