Em março do ano passado a Samsung registrou uma patente, na Coreia do Sul, que possui título um tanto revelador: "Aparelho eletrônico para inserção de braile e método operacional". A companhia envia centenas de pedidos de patentes todos os anos ao redor do mundo. A maioria tem descrição bastante técnica, o que não dá pistas claras de seu propósito. Entretanto, outras são relativamente simples, com possibilidade de uso bastante óbvio.

A patente em questão descreve um método para pessoas cegas inserirem texto em braile, usando o painel giratório em um smartwatch. Ele permite a entrada em braile, então o usuário controla a posição de entrada no caractere braile de seis pontos girando o painel. Enquanto outras empresas estão investindo em soluções de acessibilidade baseadas em voz, parece que a Samsung quer ir além.

Com exceção da sul-coreana, nenhuma outra marca importante está oferecendo uma opção de navegação baseada em moldura em seus smartwatches. Dado o pequeno tamanho das telas do smartwatch, o painel giratório da Samsung é considerado útil e conveniente às vezes por muitos usuários. Usar o mesmo mecanismo para recursos inovadores e significativos, como a entrada em braile, só o tornará mais exclusivo e desejável. Ideias como essa podem não se converter em lucro imediato, mas é animador ver a empresa tentando tornar seus mais gadgets recentes acessíveis a mais usuários.

Não sabemos se a Samsung planeja incorporar essa tecnologia em seus futuros smartwatches. Vale lembrar que nem todas as patentes se transformam em produtos comerciais. Muitas vezes, as empresas se antecipam no registo de patentes, mas acabam por não desenvolver a tecnologia, talvez por falta de interesse do mercado. As patentes também tendem a ser mais complexas do que sugere uma visão geral simplificada.