Preparando-se para maior adoção no uso de drones, a Intel propôs um novo sistema: o Open Drone ID. Ele atribui um número de identificação, sua posição e a de seu operador, a direção que está seguindo e status como: "retornando" e "pouso de emergência", mesmo se o drone não for nomeado ou funcionar por controle remoto. 

O desenvolvimento desse recurso se justifica pela previsão da Intel de grande fluxo de drones no futuro. A tecnologia seria capaz de evitar acidentes durante operações automatizadas e manuais em qualquer lugar. O uso do Bluetooth já é o bastante para viabilizar essa comunicação entre dispositivos, visto que no ar as ondas de rádio são mais eficientes (alcançando até 200 metros com Bluetooth 2.0 e 800 metros com Bluetooth 5.0), têm baixo custo e também permitem a interação com smartphones. No projeto haverá o uso simultâneo de BT4.0 e BT5.0 para fornecer maior compatibilidade.

A comunicação pelo Open Drone ID não será como uma comunicação Bluetooth comum, exigindo alguns segundos para pareamento. O objetivo é que a tecnologia se torne um padrão e deixe os céus mais seguros, possibilitando que o uso de drones no dia a dia seja liberado e facilite serviços de entrega e fotografias.

A Intel, conhecida por seus chips para computadores e servidores, pelo visto está buscando espalhar suas tecnologias para outras áreas — esse projeto é parte dessa iniciativa. Além disso, ela possui certa experiência no comando de muitos drones no ar simultaneamente, como quando apresentou um display composto por 300 drones no Super Bowl, em 2017.