Os iPhones 77 Plus estão sofrendo com uma “doença” já há algum tempo e parece que agora, com um ciclo de vida mais avançado, há uma verdadeira “epidemia” acontecendo mundo afora: muitos dos aparelhos comprados na época do lançamento estão apresentando um problema chamado de “loop disease” ou “doença do loop”, em que um defeito na placa principal do aparelho faz com ele fique reiniciando sem parar, em um loop infinito, que inviabiliza até mesmo a restauração para o status inicial de fábrica.

Estabelecimento em Londres vem recebendo entre 10 e 15 iPhones 7 e 7 Plus semanalmente com esse problema

Quais são os principais sintomas? Bem, algumas pessoas disseram que inicialmente passaram a receber ícones acinzentados dos memorandos de voz ou do botão de alto-falante durante chamadas telefônicas. Outros disseram notar um aquecimento incomum no lado esquerdo da parte traseira, congelamento intermitente ou travamento que deixa o display “preso” com o símbolo da  Maçã.

Por conta da similaridade com a “Doença do Touch”, muitos vêm chamando de “Doença do Loop”, diagnosticada em um número cada vez maior de iPhones 7 e 7 Plus. De acordo com um especialista  em defeitos mais complexos em iPhones, Federico Cerva, seu estabelecimento em Londres vem recebendo entre 10 e 15 smartphones por semana com esse problema.

iphone 7 appleLocal onde o problema é encontrado no chipset do iPhone 7 e do iPhone 7 Plus

Jessa Jones, proprietária da companhia iPad Rehab, em Nova York, confirma uma “epidemia” nos últimos seis meses. "É uma doença da ‘velhice’, assim como qualquer outra coisa. Isso não vai acontecer com muita frequência em um telefone ‘jovem’. Como os (iPhones) 7 estão chegando à idade em que estão chegando ao fim da garantia e ainda são razoavelmente novos —o suficiente para valer a pena consertar—, muitos estão realmente chegando neste problema agora.”

O que causa esse problema?

Jessa e Cerva discordam ao falar sobre o que causa a “Doença do Loop”. Ela acredita que isso ocorre quando os telefones são empenados ou entortados de forma repetitiva, enquanto ele suspeita que pequenas gotas possam descolar um pedaço do chip. Ambos concordam com uma solução: remover o componente de áudio e então soldar um pequeno segmento de fio embaixo da placa, para reparar a conexão.

Esse reparo seria relativamente simples de resolver, mas apenas para os técnicos especializados e aos olhos treinados. De acordo com Cerva, pode ser feito em apenas 15 minutos, e Jessa afirma que o conserto fica entre US$ 100 e US$ 150, dependendo de onde você faça a correção.

Confira abaixo uma demonstração de como Cerva “cura” a “doença”:

O que diz a Apple?

Procurado pelo pessoal da Motherboard, um porta-voz da Maçã disse: “estamos analisando um número muito pequeno de relatórios que afetam o microfone no iPhone 7 e se um cliente tiver uma pergunta sobre seu dispositivo, ele pode entrar em contato com a AppleCare”.

Cerva “celebra” o fato da Apple errar em seus chips ter tornado sua loja de reparos mais rentável. “Todo o meu negócio é realizado em falhas de design da Apple.” Já Jessa espera que a Gigante de Cupertino ofereça uma compensação aos usuários, como uma extensão da garantia AppleCare Plus.

“Talvez a Apple reconheça que é improvável que uma parte significativa desses telefones não consiga chegar a dois anos de vida. Eles poderiam simplesmente optar por dar a todos essa cobertura de graça”, sugere. 

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