Desde o começo do ano, serviços de aluguel de patinetes elétricos têm tomado conta de algumas cidades nos Estados Unidos. Eles não precisam ser colocados em pontos específicos após o uso e podem ser alugados e desbloqueados por um aplicativo. A nova forma de transporte é interessante para deslocamentos curtos, pois eles alcançam até 24 km/h e são monitorados por GPS, sendo encontrados facilmente pelo próximo usuário.

As empresas costumam cobrar US$ 1 para o desbloqueio do veículo, além de US$ 0,15 por minuto de uso. Acontece que, ao mesmo tempo que o seu uso é muito prático, eles estão sendo deixados no meio de calçadas assim que não são mais necessários, atrapalhando o fluxo de pedestres e, em alguns casos, até de carros.

Agora, as prefeituras das cidades onde o serviço foi disponibilizado estão tomando providências para que os patinetes não causem mais transtornos à vida cotidiana. Em São Francisco, por exemplo, as empresas precisarão de um licença para operar o serviço, algo que não foi exigido no início. Qualquer veículo que esteja pelas calçadas ou em uso fora dos moldes da permissão pagará uma multa de US$ 100 por dia. Companhias que operem sem a permissão não terão direito a entrar no novo programa.

O porta-voz da Bird, uma das empresas operando os veículos, disse que em poucas semanas dezenas de milhares de pessoas utilizaram o serviço, rodando mais de 160 mil quilômetros. Segundo ele, existe a necessidade de se obter uma forma de andar por São Francisco longe dos congestionamentos e sem emissão de poluentes, e o intuito é atender a essa demanda.

Dentro do programa piloto, quem quiser operar esse tipo de serviço na cidade deverá compartilhar os dados de utilização com a prefeitura, oferecer uma opção de baixo custo e instruir os usuários sobre como se comportar no trânsito e estacionar os patinetes após o uso. O serviço parece promissor, mas, como tudo que está iniciando, ainda precisa de ajustes para se tornar viável.

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