Uma equipe de pesquisadores da Escola de Engenharia da Universidade Tufts, em Massachusetts, desenvolveu uma solução para monitorar a ingestão de alimentos. O pequeno sensor, divulgado na última quinta-feira (22), ficaria colado ao dente e seria capaz de transmitir dados sem fio sobre quaisquer produtos químicos com os quais o usuário entrasse em contato.

A ideia tem o potencial de salvar vidas e pode ser uma grande aliada para médicos pesquisadores, tendo em vista que o dispositivo poderia fornecer aos médicos alertas, em tempo real, sobre seus pacientes, com base na ingestão de produtos químicos, incluindo sal, álcool e açúcar. Com isso, em vez de acontecer uma emergência, os problemas poderiam ser resolvidos antes que seja tarde demais.

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Um dos autores do projeto, o professor de Engenharia Fiorenzo Omenetto, explica as vantagens do sensor de apenas 4 mm²: “a amostragem e o monitoramento de analitos na cavidade bucal podem ajudar de várias maneiras: desde monitoramento/detecção precoce da saúde bucal até o monitoramento de estados fisiológicos, como fadiga e amostragem de saliva”.

E caso você não queira colar o sensor no dente, não tem problema. “Em teoria, podemos modificar a camada biorresponsiva nesses sensores para atingir outras substâncias químicas – estamos realmente limitados apenas por nossa criatividade. Estendemos a tecnologia RFID [ID de radiofrequência] comum a um pacote de sensores que pode ler e transmitir dinamicamente informações sobre seu ambiente, seja fixado a um dente, a uma pele ou a qualquer outra superfície”, explica Omenetto.

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Com um potencial para salvar vidas, não há dúvidas da importância dessa pesquisa. Por outro lado, nos últimos tempos tem-se discutido muito sobre a coleta de dados pessoais – um exemplo disso são os problemas que o Facebook vem enfrentando. Logo, é de se esperar que esta seja mais uma ferramenta para reunir nossas informações, cabendo aos pesquisadores garantir que nenhuma seja divulgada a terceiros.

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