Rapidez parece ser uma palavra que define cada vez mais o sujeito moderno. E claramente as indústrias tecnológica e varejista procuram acompanhar essa espécie de necessidade, com os já conhecidos drones e os futuros hyperloops. Porém, outra invenção deve mudar nossa rotina nos próximos anos: as impressoras 3D.

Essas ferramentas poderão levar o conceito de obtenção de produtos a outro nível. Afinal de contas, tudo poderá estar ao nosso alcance de um jeito mais veloz do que até mesmo alguns serviços de delivery ou transportadora. Mas qual será o futuro dessa tecnologia? 

Como a impressora 3D funciona?

A impressora 3D já é conhecida em indústrias no processo de fabricação de aditivos desde a década de 1980. Ela imprime objetos tridimensionais por meio de um projeto ou arquivo criado em um software de computador, considerando uma camada por vez.

 

Há alguns anos, a máquina era grande, pesada e muito cara, sendo especialmente usada em projetos de prototipagem industrial. Hoje, além de contar com diversidade de modelos, ela é muito mais compacta, leve e possui preços variados.

De certa forma, o aparelho também tem a função de replicar uma variedade de coisas, como órgãos humanos e objetos de decoração. E pode até mesmo ser usada em processos de construção civil e produção de alimentos. 

Afinal, elas serão mais acessíveis?

Tendo em vista sua evolução ao longo dos anos, a impressora 3D pode já ser considerada um pouco mais acessível. Exemplo disso é que podem ser encontradas no mercado versões que custam em torno de US$ 400. Contudo, é evidente que aquelas que contam com um sistema muito mais avançado têm valor muito superior, chegando a milhares de dólares.

Além disso, o problema está no fato de que a maioria dos modelos ainda têm algumas limitações. Muitos deles só podem imprimir tipos específicos de materiais ou em poucas escalas de cores. Então, saber se vale a pena (ou não) comprá-la depende de cada caso ou necessidade.

Todas as casas do futuro poderão ter uma impressora 3D?

Segundo relatório de 2016 produzido pela Wohlers Associates  empresa de consultoria técnica , em 2015 os fabricantes venderam em torno de 278 mil impressoras 3D de mesa, custando menos de US$ 5 mil. Apesar de esse ser um número interessante de vendas, ainda se pode considerar que ter esse tipo de máquina em todas as casas vai levar um tempo. Isso dependerá especialmente de fatores como preço e avanços tecnológicos no setor. 

Diante dessa realidade, especialistas na área acreditam que tornar as impressoras 3D algo acessível, vantajoso e confiável pode levar algumas décadas. Para que de fato isso se torne uma realidade, ainda é preciso investir em novas soluções no seguimento, do mesmo modo que já foi feito em outras tecnologias do passado que agora fazem parte do nosso dia a dia.

Valeria a pena ter essa máquina em casa?  

Por outro lado, também é preciso questionar se de fato ter uma impressora 3D valeria a pena. Afinal de contas, seria melhor ter um material produzido em casa ou comprá-lo pronto? Possivelmente, a máquina seria usada em massa em casos específicos.

Entre essas possibilidades, estaria o fato de que muitas pessoas possam se interessar por ter objetos personalizados. Nesse caso, eles poderiam ser criados sob medida, com formatos diversos e cores especiais.

Até o momento, o futuro das impressoras 3D continua incerto. Entretanto, se de fato elas forem parte de nosso cotidiano, teremos como vantagem a automação de diversas tarefas. Logo, sobrará mais tempo para aproveitar momentos de lazer e descanso.

Assim, novos níveis de eficiência serão criados e, muito provavelmente, poderemos ter mais qualidade de vida. Afinal de contas, se for possível produzir tudo em casa, teremos menos necessidade de deslocamento até um comércio, por exemplo.