De acordo com o perfil do LinkedIn de um engenheiro de software da Qualcomm, a empresa já estaria trabalhando no desenvolvimento do Snapdragon 855. No seu campo de experiências na rede social profissional, George Fang explicita: “atualmente desenvolvendo/debugando os mais novos chipsets Snapdragon (sdm845 e sdm855)”. Se essa curiosa abreviação “sdm855” não significa “Snapdragon 855”, eu não sei o que mais poderia representar.

De qualquer maneira, a informação é especialmente interessante porque a Qualcomm sequer anunciou quando começará a disponibilizar para as fabricantes de smartphones o Snapdragon 845, a próxima geração dos chips top de linha da marca.

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Fang não deu qualquer detalhe acerca dos novos chips, mas é interessante ver que a Qualcomm está trabalhando em seus novos produtos com mais antecedência. Dessa forma, a empresa poderá evitar, a partir de 2019, mais atrasos na distribuição de seus componentes mobile. O atual Snapdragon 835 demorou a sair do forno, e as empresas que anunciam smartphones no começo do ano sofreram para colocar suas mãos no chipset. Muitas, como a LG, não conseguiram e resolveram ficar com a geração passada em seus top de linha. Outras, como a Xiaomi, começaram a pensar em desenvolver seus próprios chipsets.

Snapdragon 855 deve ser construído pela Qualcomm na litografia de 7nm, com liberação comercial esperada para fim de 2018 ou início de 2019

Como já estamos nos aproximando do fim do ano, e a Qualcomm novamente não divulgou uma data para a distribuição dos Snapdragon top de linha, é possível que um novo atraso ocorra e isso poderá comprometer o calendário de lançamento de várias empresas. Feiras como a CES e a MWC podem inclusive não ver tantos lançamentos em 2018. Caso as marcas realmente apresentem seus produtos por lá, elas podem acabaram postergando a liberação comercial.

Seja como for, o Snapdragon 855 deve ser construído pela Qualcomm na litografia de 7nm, com liberação comercial esperada para fim de 2018 ou início de 2019. A empresa também já comentou que está investido US$ 20 bilhões em uma fábrica para produção de chips em 3 nm, mas não sabemos quando exatamente a companhia poderá comercializar componentes nessa escala.

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