Mesmo o maior fã do Android precisa admitir uma triste verdade: a plataforma não evoluiu muito no quesito “performance” nos últimos anos. Enquanto isso acontece no sistema da Google, o iOS é uma história bastante diferente, com melhorias de desempenho que chegaram a fazer até o fundador do Primate Labs (por trás do conhecido Geekbench), John Poole ficar indignado – e ainda mais com a chegada recente dos chips Apple A11 Bionic.

“O que eu não entendo por inteiro é por que a performance tem parecido estagnar do lado do Android, onde você não vê esses grandes saltos para a frente”, disse ele em uma entrevista ao Tom’s Guide. “Eu não entendo o que está acontecendo lá”, continuou.

O que eu não entendo é por que a performance tem parecido estagnar do lado do Android, onde você não vê esses grandes saltos para a frente

Se você acha que é exagero da parte dele, é melhor conferir os números dos testes do Geekbench 4 antes de tirar conclusões. Enquanto o iPhone 8 conseguiu uma pontuação de 10.170 com seu A11 Bionic, o Galaxy Note 8, um dos aparelhos Android mais poderosos dos últimos tempos, se mostrou 54% mais lento, com apenas 6.564 pontos. E a situação não foi muito diferente em testes como o 3DMark ou em edições de vídeo 4K.

“A este ponto, você tem performance de nível de desktop em um aparelho. Não há como ver isso de outra maneira. Eu não teria pensado em usar meu iPhone de primeira geração para editar vídeo. Eu teria pensado que você estava maluco”, disse Poole.

Desempenho não é tudo, mas importa

Antes que muitos donos de aparelhos Android comecem a se arrepender demais de suas compras, é importante notar que os números não querem necessariamente dizer que, na prática, você vai ter uso para tanto desempenho extra. Um bom exemplo trazido por Poole é uma comparação entre o próprio iPhone 8 e o MacBook Pro de 13 polegadas: mesmo com todo o hardware do laptop, o smartphone da Maçã é superior em desempenho.

A este ponto, você tem performance de nível de desktop em um aparelho. Não há como ver isso de outra maneira

Se isso quer dizer que você vai passar a usar o aparelho para todo o trabalho do MacBook? Provavelmente não, porque um smartphone não foi feito para tarefas pesadas como essas por longos períodos – e, por sua vez, esquentam muito mais do que um computador com um sistema de resfriamento mais robusto.

“Todo o mundo olha para as pontuações do A11 e ficam ‘Nossa Mãe, isso... O que isso quer dizer? Esses [dados] são mesmo comparáveis? Bem, eles são comparáveis, mas ao mesmo tempo, você não vai usar seu celular para renderizar um vídeo enorme porque, resumindo, o fator de forma não se presta a isso”, explicou Poole.

Mesmo assim, visto que o mercado está encontrando cada vez mais maneiras de utilizar nossos smartphones – e que isso deve pedir de nós aparelhos ainda mais poderosos –, é difícil não pensar que a Apple está com uma vantagem e tanto contra o mercado Android. Resta esperar para ver se a plataforma da Google vai encontrar uma maneira de alcança-los.

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