De acordo com informações do DigiTimes, a Intel teria atrasado a disponibilização comercial da sua nova geração de chips Cannon Lake para o fim de 2018. Esse novo atraso afetaria especialmente processadores com GPUs embutidas, e, por isso, fabricantes de notebook estariam refazendo seus planos de lançamento para 2017/2018.

O DigiTimes chega a afirmar que algumas empresas estariam cogitando a possibilidade de simplesmente pular a geração Cannon Lake e ir direto para a Ice Lake, que ainda estaria agendada para chegar no início de 2019. Ou seja, apenas alguns meses depois dos Cannon Lake atrasados.

Essa informação, entretanto, é bastante curiosa porque não é o feitio da Intel lançar novas gerações de processadores tão próximas umas das outras. O natural seria postergar todo o planejamento futuro para que os Cannon Lake atrasados tenham alguma vida útil no mercado. Isso é uma questão financeira e também de marketing que dificilmente seria ignorada pela Intel.

Colocar o mercado em queda?

Caso esse atraso se confirme, a Intel poderia estar se colocando em uma posição difícil, meio que desperdiçando uma boa oportunidade. Isso porque, depois de cinco anos de vendas decrescentes, o mercado de notebooks finalmente se estabilizou e voltou a crescer em 2017. Atrasar tanto assim a sua próxima geração de chips poderia dar espaço para a concorrência ou simplesmente colocar o mercado de volta em uma queda.

Isso porque esperava-se que os Cannon Lake fizessem uma pequena revolução no segmento de computadores portáteis, com 25% mais poder de processamento e incríveis 45% a menos de consumo de energia. Isso poderia tornar os aparelhos ainda mais finos ou fazer com que eles durem mais tempo longe das tomadas. Parte desse avanço se daria graças a adoção da litografia de 10 nm, que já está muito bem encaminhada no segmento mobile nas mãos de Samsung, Apple e Qualcomm. A Intel, entretanto, parece patinar para trazer essa escala para desktops e notebooks.

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