Quando a Apple anunciou os modelos iPhone 7 e iPhone 7 Plus, muita gente não gostou da substituição do conector de fones de ouvido de 3,5 mm pela entrada Lightning. Afinal, o modelo anterior é o atual padrão na indústria e isso obrigou muita gente a comprar adaptadores — ou novos headphones.

Só que o engenheiro Scotty Allen não se convenceu. Com vontade de ter novamente o antigo conector e para provar que a Apple poderia ter inserido a entrada antiga, ele fez operações em um iPhone 7 e conseguiu "devolver" a entrada no smartphone.

Allen então publicou um vídeo no YouTube contando a façanha. Um jornalista do site Motherboard entrou em contato com o engenheiro, pediu para ver o modelo e confirmou que ele de fato funciona.

Vale lembrar que o rapaz já é famoso na internet pelas "cirurgias" que faz em eletrônicos. Há algum tempo, ele montou um iPhone 6s do zero usando apenas partes comparadas em lojas de peças espalhadas pela região chinesa de Shenzhen, onde Scotty reside.

Que bruxaria é essa?

O engenheiro alega que, ao contrário do que a Apple afirma, há espaço suficiente para que o conector de 3,5 mm seja posicionado sem qualquer efeito colateral.

Engenheiro modificando celular

Ele abriu espaço ao lado do alto-falante esquerdo e removeu um componente que estaria sem qualquer utilidade. Em seguida, reposicionou a bateria e o motor tátil (que traz o sistema de vibrações e resposta aos toques no aparelho) em alguns milímetros.

O terceiro passo foi pegar o próprio conversor de 3,5 mm para Lightning vendido pela Apple e recriá-lo de forma menor dentro do smartphone, substituindo a entrada original.

Ele ainda criou uma placa de circuito impressa em 3D para ajudar no controle do sinal — ou seja, nada que não possa ser feito por qualquer pessoa sem conhecimento avançado na área. No fim das contas, o resultado de quatro meses de trabalho parece quase impecável visualmente.

"Eu perdi três smartphones fazendo isso, uma boa quantidade de telas e componentes. Quebrei o equivalente a US$ 1 mil em peças na última semana (...), mas aí cheguei a um ponto em que disse para mim mesmo que continuaria fazendo isso até provar que não podia ser feito", explica.

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