Uma juíza norte-americana decidiu nesta semana que a Apple é inocente no caso em que um jovem de 20 anos que morreu durante um acidente de motocicleta em 2013. Ele estava pilotando o veículo e utilizando um iPhone simultaneamente no momento do ocorrido. Os familiares da vítima afirmavam que a Apple tinha a obrigação legal de ajudar a prevenir esse tipo de situação, uma vez que a empresa tem uma patente registrada para bloquear o uso do dispositivo enquanto motoristas dirigem.

A cadeia de acontecimentos alegada pela acusação neste caso é atenuada demais para uma pessoa consciente concluir que a conduta da Apple é ou foi um fator importante na morte do jovem

Como a tecnologia nunca foi implementada, a parte acusadora afirma que a Apple tinha responsabilidade no caso e poderia ter prevenido a morte. Entretanto, a juíza responsável pelo caso decidiu em favor da Maçã antes mesmo de o processo ir para julgamento. “A cadeia de acontecimentos alegada pela acusação neste caso é atenuada demais para uma pessoa consciente concluir que a conduta da Apple é ou foi um fator importante na morte do jovem”, escreveu a juíza na sentença oficial.

Ela ainda afirmou que a fabricante de smartphones não tem o dever legal de cuidar da integridade dos usuários quando as situações não são diretamente relacionadas aos seus produtos, como é o caso do processo em questão.

A patente da Apple citada pela acusação no processo foi registrada pela Apple em dezembro de 2008 e publicada oficialmente em abril de 2014. É possível conferir o documento na íntegra aqui em inglês.

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