Hoje, pela manhã, a Motorola lançou o tão aguardado Moto Z2 Force, que promete ser mais um membro da “liga de aparelhos inquebráveis” da marca.

O principal diferencial do produto em relação aos modelos “comuns” está principalmente na tela que vem com a famosa proteção ShatterShield.

A tecnologia exclusiva da Motorola já fez sucesso no passado ao equipar aparelhos como o Moto X Force e o Moto Z Force, sendo bastante elogiada por sua superioridade em relação à famosa Gorilla Glass. Apesar de similares no quesito proteção, é válido ressaltar de antemão que essas tecnologias têm propósitos distintos.

Enquanto a Gorilla Glass é utilizada principalmente para evitar riscos, a ShatterShield promete impedir trincados e a quebra do display em caso de grandes impactos. No entanto, a tecnologia usada pela Motorola também tem uma proteção contra riscos, mas não quer dizer que elas sejam idênticas nem mesmo nesse quesito.

Hoje, no entanto, estamos aqui para comentar um pouco sobre a funcionalidade da Motorola ShatterShield e entender o porquê de ela ser tão elogiada. Afinal, o que existe por baixo da película externa do Moto Z2 Force, Moto Z Force e Moto X Force? Que força é essa que faz esses aparelhos serem inquebráveis?

Cinco camadas de proteção

É difícil compreender como uma proteção tão fina como a ShatterShield consegue absorver tamanho impacto. Não é preciso ser um gênio da física para saber que toda ação tem uma reação, então é complicado absorver a ideia de que uma tela pode aguentar um impacto sem receber a mesma força de volta ou, ao menos, sem mostrar sinais graves do baque.

Eis aí o mistério: como pode uma tela sólida “segurar” o impacto de uma queda sem sofrer qualquer dano ou somente recebendo leves escoriações? Já é difícil entender como a tela não quebra em tombos bem significativos; agora, ela não apresentar nem mesmo estilhaços decorrentes dos acidentes deixa qualquer um boquiaberto.

E não se trata de exagero. Em nossa análise do Moto X Force, nós realizamos dezenas de testes e o display não mostrou sinais de desgaste significativo ou fraquezas que pudessem indicar possíveis quebras a longo prazo. Afinal, como isso é possível? Qual é a mágica por trás da película contra riscos pertencentes a esses smartphones?

Bom, de acordo com a Motorola, o segredo está em uma combinação de cinco camadas que, juntas, podem evitar prejuízos à funcionalidade do display. A sobreposição dessas camadas e suas respectivas qualidades são pensadas de forma que uma ofereça resistência à outra e, no todo, criem uma proteção geral que evite a quebra da tela, algo garantido pela fabricante.

Lente de proteção externa

A primeira camada do ShatterShield funciona de forma similar ao Gorilla Glass, sendo responsável por evitar escoriações gerais. Em teoria, essa camada deve aguentar pequenos riscos decorrentes de outros materiais que possivelmente entrem em contato com a tela.

Se você é descuidado e simplesmente joga o celular em meio às chaves e não se preocupa em colocar uma película adicional, essa camada de fora é que vai garantir a integridade externa da tela. Todavia, em caso de quedas, esse componente não poderá ajudar muito na proteção.

É importante notar que a ShatterShield não é totalmente protegida contra riscos, sendo que ela pode e vai riscar sem grandes motivos. Tanto é verdade que a própria Motorola oferece uma peça para troca, caso o usuário se sinta incomodado com os arranhões do dia a dia.

Lente interior

Logo abaixo da lente externa, temos uma lente interna, que é basicamente a camada mais reforçada e responsável pelo milagre da ShatterShield. Ela é totalmente transparente no lado do display, porém traz em sua área mais superficial uma parte de estrutura para o celular.

Todo o frame ao redor da tela (seja na cor preta ou branca), que já vem com os devidos espaços para a lente e os sensores, está nessa camada. É graças a tal composição que a lente interior consegue evitar quebras ou estilhaços, pois o impacto é distribuído por uma área maior.

Segundo a definição da Motorola, esse componente age como um escudo mesmo, que impede os danos tanto na camada exterior quanto no display emissor de cores (do qual falaremos mais abaixo). Todavia, considerando toda a estrutura da ShatterShield, esse é apenas um item na composição geral, sendo que o segredo está no trabalho em equipe.

Camada de duplo toque

No meio do sanduíche de tantas peças, a Motorola incluiu uma camada de duplo toque, que vem para dar um reforço geral na sensibilidade da tela. De acordo com a descrição da fabricante, esse item não parece fundamental para a proteção, porém, na composição, ele pode ajudar a evitar danos.

Basicamente, o grande propósito desse componente é garantir uma sobrevida em caso de tombos muito impactantes. Em teoria, caso o celular caia e a tela sofra algum dano severo em seu interior, essa peça garante a funcionalidade de toque, pois ela contém uma segunda camada para permitir ao usuário continuar usando seu celular.

Display AMOLED

Depois das camadas de proteção e toque, os aparelhos da série Force finalmente apresentam o display AMOLED, que garante o colorido fantástico e é responsável por exibir os visuais incríveis do Android na tela. Essa é a peça que recebe os sinais elétricos e transmite as imagens para você interagir com seus apps favoritos.

Vale notar que, além de ter a responsabilidade na reprodução do conteúdo, a camada de AMOLED desempenha papel fundamental na proteção da tela. Graças à sua característica flexível, esse componente é capaz de absorver impactos, então parte do choque de uma queda muito severa pode ser repassada para essa camada, que vai ajudar na consistência.

Chassi de alumínio

A parte mais interna do ShatterShield é projetada para dar sustentação a todo o sistema de camadas. Por conta de sua rigidez e por não ser um material tão frágil quanto o vidro ou o plástico, esse componente pode representar uma peça muito importante na estrutura geral do ShatterShield.

É interessante observar que, além de estar ligada a todas as camadas, essa parte se conecta a outras peças do smartphone. Deste modo, quando o celular cai, o impacto não fica apenas na camada exterior, mas é repassado para todas as outras, até chegar ao chassi de alumínio, que retransmite parte do baque para quase toda a estrutura do aparelho.

A união faz a força

É por conta de todo esse sistema inteligente de camadas que a Motorola tem a audácia de divulgar publicamente que seus celulares são inquebráveis e que eles têm garantia — de quatro anos — contra quebra da tela. Certamente, é um diferencial matador para os mais descuidados.

Claro, esses aparelhos são projetados para o uso comum, sendo que a ShatterShield não deve ser adequada para brincadeiras ou testes exagerados, já que ela tem suas limitações e pode eventualmente apresentar algum defeito — então nem pense em jogar o smartphone do décimo andar, até porque outras partes do celular podem sofrer danos.

Então, o que você acha dessa tecnologia? Outros aparelhos deveriam adotar tal proteção?

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