Embora brinquemos bastante a respeito de como os robôs podem tomar nossos trabalhos ou criar um futuro à la Skynet, é inegável que esses equipamentos são uma ajuda e tanto para tarefas mais pesadas e perigosas. É exatamente com esse último item em mente que um grupo de pesquisadores do MIT desenvolveu o Cheetah 3. A nova versão do guepardo robótico é ainda mais veloz e inteligente que suas encarnações anteriores e tem uma missão nobre: salvar vidas.

Isso marca uma mudança bem importante no projeto e na própria filosofia das mentes por trás do equipamento, que querem ver o gadget de quatro patas sendo usado em Fukushima no lugar de indivíduos de carne e osso. “Queremos usá-lo em lugares nos quais não queremos recorrer a humanos. Podemos utilizar o robô para monitorar o ambiente e outras situações de emergência”, explica Sang-bae Kim, líder do laboratório de Biomimética do MIT.

O aparelho quadrúpede é mais versátil que outros robôs

O fato de ele ser quadrúpede amplia consideravelmente a sua área de atuação

Sendo assim, faz todo sentido testar o potencial do novo Cheetah em um cenário devastado por um desastre nuclear tão recente quanto o ocorrido na cidade japonesa. Sim, o local já recebeu outros robôs para a exploração ou medição de radiação na região, mas a maioria deles não tinha o mesmo potencial ou as mesmas capacidades do aparelho que imita um dos felinos mais ágeis do mundo. O fato de ele ser quadrúpede e não trabalhar com rodas, por exemplo, já amplia consideravelmente a sua área de atuação dentro de ambiente confinados.

Entre as vantagens do Cheetah 3 sobre seus pares robóticos estão a capacidade de subir escadas, se movimentar sobre escombros e terrenos acidentados e, claro, transportar cargas e equipamentos enquanto realiza suas tarefas dentro do reator de Fukushima. Assim como alguns dos robôs da Boston Dynamics, o projeto também está em fase de testes e ainda passa por todo tipo de provação em cenários que simulam condições reais de uso.

O Cheetah 3 ainda está em desenvolvimento

Assim que tudo estiver pronto e a empreitada estiver devidamente certificada para a ação, a ideia é que o aparelho possa até mesmo realizar pequenas ações com uma das patas enquanto se apoia nas outras – desde abrir portas a remover barreiras do caminho. A expectativa é que o novo Cheetah já esteja em campo em algum ponto de 2018.

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