Se você achava que os seis núcleos que podem ser turbinados para atingir 3,9 GHz do Mac Pro o tornavam a máquina definitiva de computação, prepare-se para rever os seus conceitos. Os cientistas da DARPA recentemente estabeleceram um novo recorde de processamento com um circuito integrado de estado sólido que reúne o poderio de um supercomputador em apenas um chip, sendo cerca de 250 vezes mais rápido que o produto da Apple.

Com o singelo nome Terahertz Monolithic Integrated Circuit (TMI), o chip recordista é fruto do trabalho de Northrop Grumman como parte do programa Terahertz Electronics da DARPA, entidade governamental norte-americana. Superando o marco anterior de 850 GHz com uma vasta margem de 150 bilhões de ciclos por segundo, falar que a velocidade da novidade é absurda poderia ser considerado um eufemismo.

Ainda que o chip consiga funcionar tão rápido, os pesquisadores envolvidos passaram os últimos cinco anos tentando descobrir uma forma de controlar todo esse poder. Segundo eles, os eletrônicos atuais que usam tecnologias de estado sólido são em grande parte incapazes de acessar a banda submilimétrica do espectro eletromagnético por conta da performance insuficiente de seus transistores.

Superando o passado

Para solucionar a “brecha dos Terahertz”, os engenheiros costumavam utilizar a conversão de frequências – prática por meio da qual modificavam a frequência de uma corrente alternada. Dessa forma, eles conseguiam multiplicar as faixas de operação dos circuitos a partir de frequências de onda milimétricas.

“Essa prática, no entanto, restringe a força de saída de dispositivos elétricos e prejudica a proporção entre sinal e ruído, além de aumentar o tamanho, peso e requerimentos de suprimento de energia dos aparelhos”, explicam os pesquisadores. Nesse sentido, a amplificação realizada pelo TMI apresenta benefícios visíveis.

Utilizando o novo chip, o sistema demonstrou níveis de ganho – diferença entre os sinais de entrada e saída medidos em uma escala logarítmica – de 6 decibéis ao rodar em 1 THz. Segundo o gerente do programa da DARPA, Dev Palmer, o resultado é sólido o suficiente para que os estudiosos cogitem aplicações práticas da novidade.

Novas fronteiras

“Este marco poderia levar a tecnologias revolucionárias como sistemas de formação de imagens de segurança de alta resolução, melhores radares de prevenção de colisões, redes de comunicação com capacidades muitas vezes superiores às dos sistema atuais e espectrômetros que poderiam detectar elementos químicos perigosos e explosivos com uma sensibilidade bastante superior”, exemplifica Palmer.

Ainda que a notícia represente um grande avanço científico, não se sabe quando ou como essa tecnologia revolucionária fará sua estreia pública. A única certeza é que, qualquer que seja sua aplicação, ela não deve acontecer em pouco tempo.

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