Todos os anos, milhares de jovens chegam à fatídica etapa da vida na qual devem sair do Ensino Médio e escolher uma boa instituição para se profissionalizar na área desejada. Além da dúvida de qual curso seguir, os estudantes encaram outro obstáculo importante: qual universidade escolher.

Alguns dão preferência ao serviço privado, enquanto outros priorizam a educação gratuita das universidades federais e estaduais. Se você se encontra neste momento decisivo ou conhece alguém que fará vestibular em breve, conhecer a lista da revista THE (Times Higher Education) pode ser útil.

A instituição avaliou as 50 melhores universidades da América Latina e há boas notícias para nós, brasileiros: o Brasil conta com 23 instituições de ensino na listagem, liderando o ranking com unidades como a USP e a Unicamp, a campeã e vice-campeã, respectivamente. Veja abaixo quais são as 10 mais bem avaliadas. Você pode conferir a lista completa aqui.

Qual é o critério de avaliação?

No geral, diversas universidades (públicas e privadas) foram avaliadas. Para elencar cada uma delas em um ranking, a revista criou um sistema de notas para diversas categorias de cada instituição e tirou uma média, resultando em um número final que determina a posição da faculdade na lista da Times Higher Education.

Entre os quesitos de verificação, estão os seguintes pontos: ensino, relevância internacional, pesquisa, citações, e incentivo privado. Cada um destes elementos recebem uma nota pela revista e ganha um peso distinto para formar o consenso final. Vale ressaltar que a avaliação é da instituição como um todo, e o número pode não ser condizente para determinados cursos, por exemplo.

1 – USP (1º lugar na América Latina)

A Universidade de São Paulo é certamente uma das mais renomadas no país e disso ninguém duvida. Contudo, a Times Higher Education a considerou a melhor instituição de ensino da América Latina, representando muito bem o Brasil. Com mais de 80 mil alunos, a faculdade é uma das maiores referências de qualidade.

A revista concedeu à USP boas notas de avalição, alcançando 92,7 no quesito ensino e impressionantes 99,8 em pesquisas, demonstrando a importância da faculdade no cenário nacional e internacional (cerca de 4% dos alunos são estrangeiros). No geral, a universidade lidera com 84,6 pontos.

A USP lidera o ranking

2 – UNICAMP (2º lugar na América Latina)

São Paulo mais uma vez marca presença na lista com a vice-liderança, ocupada pela Universidade Estadual de Campinas. A instituição também é enorme e agrega mais de 27 mil estudantes, segundo a Times Higher Education. A faculdade contou com notas altas, como 91,1 no ensino e 95,1 em pesquisas, garantindo 83,7 no ranking geral.

Unicamp é a vice-campeã

3 – UFRJ (5º lugar na América Latina)

A primeira carioca a dar as caras é nada mais nada menos que a Universidade Federal do Rio de Janeiro. A instituição é uma das principais faculdades do estado das Olimpíadas 2016 e conta com avaliações bem generosas, como 84,7 pontos no ensino e 78,8 em pesquisas. A nota final é 73,3, posicionando-a no quinto lugar geral da América Latina.

UFRJ

4 – PUC-Rio (6º lugar na América Latina)

Depois de três universidades públicas, a primeira particular da lista apareceu: é a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, que conquistou 70,5 pontos no ranking geral. Ela tem mais de 20 mil alunos e é a única com 100% de incentivo privado da lista.

PUC-Rio

5 – UFMG (7º lugar na América Latina)

A Universidade Federal de Minas Gerais fica em sétimo lugar na América Latina, mas no Brasil todo ela ocupa a quinta posição. A faculdade mineira tem uma quantidade muito grande de estudantes, a qual ultrapassa a marca dos 40 mil. No total, a instituição de ensino recebeu 69,6 pontos, mas no quesito ensino ela ganhou notórios 81,9.

UFMG

6 – UNESP (11º lugar na América Latina)

Mais uma universidade de São Paulo compõe o ranking, sendo a 6ª melhor do Brasil e a 11ª da América Latina. A UNESP, que está funcionando desde 1934, tem mais de 50 mil alunos e conta com uma taxa relativamente alta de estudantes estrangeiros (5%). No quesito ensino, ela alcançou 81 pontos e na geral, 64.

UNESP

7 – UFSC (12º lugar na América Latina)

Com 61,9 pontos gerais e 73,4 no quesito de ensino, a Universidade Federal de Santa Catarina tem avaliações muito boas e é uma das melhores opções gratuitas do estado. Com mais de 26 mil alunos, trata-se de uma das faculdades mais renomadas do país.

UFSC

8 – Universidade Federal de Viçosa (16º lugar na América Latina)

A universidade de Viçosa, localizada na cidade homônima em Minas Gerais, conta com avaliações acima da média: 70,6 pontos no quesito ensino e 71,1 em pesquisas. Contudo, ela fica abaixo quando o assunto é relevância internacional (28,9) e citações (14,1).

Universidade Federal de Viçosa

9 – UFABC (18º lugar na América Latina)

Para quem mora em São Paulo, este é um dos grandes nomes do estado. A Universidade Federal do ABC está posicionada no 18º lugar no ranking geral da América Latina e é a 9ª melhor do país, segundo a Times Higher Education. Apesar de ser relativamente nova, a instituição tem bons índices de citações, com 84,3 pontos. No quesito ensino, ela atingiu 45,3 pontos e no geral, 52,7.

UFABC

10 – UERJ (20º lugar na América Latina)

A Universidade Estadual do Rio de Janeiro não está tão bem avaliada quanto a faculdade federal, mas isso não quer dizer que ela esteja aquém da outra instituição carioca. A nota geral é 52,4, mas a UERJ conta com boas notas de ensino (62,4) e de pesquisas (56,4). A universidade tem mais de 28 mil alunos, porém a taxa de estrangeiros é de 0%.

UERJ

Por que o Brasil lidera com tanta folga?

Apesar de ser um país muito importante na América Latina, é estranho que o Brasil lidere com tanta folga o ranking de universidades mais cotadas. Segundo Javier Álvarez, do Banco Mundial, em entrevista à revista Times Higher Education, há dois pontos-chave que podem ajudar a alavancar os níveis das faculdades nacionais.

Segundo o diretor, o financiamento intensivo do governo é um fator muito importante, assim como o “recrutamento seletivo de estudantes”, ou seja, o vestibular extremamente competitivo.

Apesar de ter bons números, há um grande problema que pode se agravar no futuro: o valor investido para cada estudante ainda é baixo. Ou seja: apesar de cada universidade receber bastante dinheiro público e privado, há muitos alunos em cada campus, o que torna o investimento em cada estudante abaixo do necessário.

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