De acordo com um estudo conduzido pela Carnegie Mellon University, os usuários do Facebook passaram a divulgar mais dados pessoais após as controversas alterações de privacidade promovidas pelo site. Segundo os pesquisadores, a razão estaria nas alterações de interface e também nas novas configurações default relativas às opções de divulgação de dados.

O estudo mostrou que, embora os usuários do serviço se sintam hoje mais “no controle” do que é (ou não) revelado, as alterações acabaram levando a confusões na hora de “divulgar informações confidenciais para estranhos”.

Limites para as redes sociais?

“Esses resultados ilustram os desafios que os usuários de redes sociais encaram quando tentam gerenciar a sua privacidade online, o poder dos provedores de mídia social para afetar os comportamentos relativos a privacidade e divulgação e os limites em potencial dos avisos prévios e do consentimento na abordagem dos consumidores”, destacou o coautor do trabalho, Fred Stutzman.

(Fonte da imagem: Reprodução/Facebook)

O estudo foi publicado no Journal of Privacy and Confidentiality. Para tanto, foram examinados dados de mais de 5 mil contas de usuários do Facebook, com acesso a informações dos primórdios do site, em 2005.

De acordo com um representante do site, a pesquisa mostra que “a vasta maioria dos usuários do Facebook está envolvida e utilizando nossas poderosas ferramentas de privacidade — o que a permite controlar o que é compartilhado e com quem é compartilhado”. Não que algumas pequenas alterações de interface não possam pesar, mesmo que sutilmente.

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