As eleições municipais de 2016 podem trazer uma "velha novidade" para a população brasileira. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou nesta segunda-feira (30) que a mais recente operação de corte de custos e contigenciamento de verba do governo "inviabilizará as eleições de 2016 por meio eletrônico".

Isso significa que a urna eletrônica corre o risco de não ser usada, sendo muito possivelmente substituída pela cédula de papel. É isso aí: aquele barulhinho de confirmação pode não existir mais na proxima votação para prefeito e vereador.

O motivo? O governo repassará para a Justiça Eleitoral em 2016 somente R$ 428,7 milhões — um valor muito abaixo do esperado, já que só o processo de contratação das urnas eletrônicas já custa R$ 200 milhões e está parcialmente licitado.

O estilo de voto eletrônico é usado no país desde 1996 e tem recepção mista da população. Há quem desconfie dos resultados e indique a possibilidade de fraude. Porém, a votação por cédula de papel também tem seus problemas, como possíveis falsificações.

Além disso, caso o voto seja aberto (ou seja, com você escrevendo o nome do candidato em vez de marcar uma alternativa com um "X"), é possível que haja novamente o voto de protesto. Ele envolve escrever qualquer coisa na cédula (tipo um textão do Facebook) ou até votar em um animal (quem é mais velho se lembra que o Macaco Tião foi candidato não oficial a prefeito do Rio de Janeiro de 1988) e em uma celebridade que não concorre ao pleito.

Nem o chefe curtiu

Segundo o G1, Dias Toffoli, presidente do TSE, classificou a decisão do governo e a impossibilidade do uso da urna eletrônica como um "retrocesso". Ele ainda revelou que o corte no orçamento destinado às eleições foi de 80%.

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