Todo mundo sabe que criar uma senha forte ou, pelo menos, aparentemente aleatória é a melhor prática para proteger contas em bancos e em serviços online. O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), entretanto, não parece dar muita atenção para essas recomendações tão repetidas por aí. Em uma de suas supostas contas na Suíça, Cunha teria usado o nome da mãe como “resposta secreta”.

Essa resposta seria requerida pelo banco Julius Baer caso o cliente precisasse de suporte técnico em alguma situação. Para os investigadores da Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), o uso do nome de sua mãe (Elza) só reforça o fato de que ele teria sim controle dessa e de mais outras três contas no país europeu, fato que ele nega.

O nome da mãe de Cunha é “Elza Consentino da Cunha”, e a conta em questão é a Triumph-SP, usada no modo truste, o qual permite a movimentação por terceiros, e não apenas pelo titular, que seria Eduardo Cunha.

Suiça coopera com PF

O Ministério Público da Suíça afirma que Cunha era sim o titular das contas encontradas pela PF e que há evidências concretas de que ele tinha controle sobre elas. Em seu primeiro depoimento para a Lava Jato, Cunha disse que não tinha qualquer conta no exterior, fato que agora está sendo contestado fortemente com esses detalhes.

A conta Triumph-SP foi fechada dois meses após a deflagração inicial da operação, e o presidente da Câmara dos Deputados é um dos mais notórios acusados de corrupção no caso da Petrobras. Cunha rompeu com a base governista há meses por conta de estar sendo investigado pela PF e acusar o governo por isso. Com as novas evidências, entretanto, o opositor PSDB disse não apoiar mais o deputado.

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