Por temer confrontos, empresas dispensaram funcionários mais cedo. (Fonte da imagem: Reprodução/Filipe Araujo/AE)

Algumas empresas de tecnologia da zona sul de São Paulo dispensaram seus funcionários algum tempo mais cedo ontem (14), temendo que a onda de protestos que varre a capital chegasse à região do Morumbi. Algumas sedes de companhias como Vivo, Claro e HP orientaram seus empregados a largar o batente antes do fim do expediente.

A Rede Globo, apreensiva sobre o início de uma manifestação em frente à empresa, emitiu um comunicado aos funcionários da unidade de Rochaverá, mandando-os para as suas casas às 15h30. “Nosso objetivo é resguardar a segurança e o bem-estar de todos”, pode-se ler na carta. Um ato em frente aos portões da tal sede da emissora foi, de fato, organizado via Facebook; cerca de 200 manifestantes se reuniram por volta das 17h30 em grito uníssono, empostando a frase “Ô Rede Glogo, vai se f***. O meu Brasil não precisa de você!”.

Os protestos, iniciados nesta última semana contra o aumento das tarifas dos meios de transporte em São Paulo, são organizados em sua maioria via Facebook e Twitter. Outra manifestação em frente à Globo encabeçada pelo Movimento Passe Livre foi marcada para a próxima segunda-feira (17). “Não são apenas pelos 20 centavos”, é um dos argumentos dos ativistas, que colocam em xeque temas como corrupção, abuso de força policial, democracia, imparcialidade midiática entre outros.

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