Na última sexta-feira (16), Apple, Google e Uber se uniram à crescente lista de empresas que se recusam a criar um banco de dados identificando pessoas consideradas muçulmanas para a administração do presidente Donald Trump. Em um comunicado oficial, a empresa da Maçã afirmou acreditar que todas as pessoas devem ser tratadas da mesma forma, independente de sua fé, aparência ou de quem elas amam.

A companhia também afirmou que não recebeu qualquer pedido no sentido de criar um registro, mas preferiu se adiantar e reiterar que jamais faria algo do tipo. Uma posição semelhante foi adotada pela Google, que declarou estar feliz porque “a proposta não parece estar na mesa”.

A proposta não parece estar na mesa

Já a Uber foi bastante direta ao responder ao site Buzzfeed, dizendo um simples “não” quando questionada se estaria disposta a criar um registro do tipo. Empresas como o Twitter e o Facebook adotaram posições semelhantes, sendo que um representante da rede social afirmou que a proposta seria o equivalente a usar um argumento do tipo “homem de palha”.

Proposta impopular

A Microsoft também é contra à ideia, afirmando “opor discriminações” e que nunca realizaria um registro de muçulmanos norte-americanos. A Lyft também declarou que não vai compartilhar informações que possam identificar grupos específicos de usuários ao governo norte-americano.

Empresas como a Medium e o Wordpress (sob o guarda-chuva da Automattic) também se recusaram a tomar atitudes que possam incentivar qualquer tipo de discriminação. Até o momento, o único nome a adotar uma postura diferente foi a Oracle, que preferiu não falar sobre o assunto — e cujo CEO Safra Catz está no comitê executivo responsável pela transição para o governo Trump.

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