O governo da Índia solicitou que o YouTube tire do ar todos os links para um controverso documentário a respeito de um estupro em grupo seguido do assassinato de uma mulher na cidade de Déli, ocorrido no final de 2012. Dirigido por Leslee Udwin, o filme teve sua transmissão proibida dentro do país e contém uma entrevista com Mukesh Singh, um dos quatro homens sentenciados à morte pelo abuso sexual e tortura à uma jovem de 23 anos.

Segundo comentários divulgados à imprensa, o condenado culpa a vítima pelo crime e afirma que as mulheres são mais responsáveis pelos estupros do que os homens que os perpetram. Depois que o canal BBC transmitiu o documentário intitulado “India’s Daughter” no Reino Unido na quarta-feira (4), tornou-se possível encontrar a produção em vários sites de vídeos online, incluindo o YouTube.

A diretora do documentário, Leslee Udwin

“Nós apenas encaminhamos a ordem judicial e pedimos que eles [o YouTube] obedecessem”, disse à Reuters um oficial do Ministério de Comunicações e Tecnologia da Informação da Índia. As afirmações de Singh no filme causaram furor nas redes sociais e reacenderam o debate sobre a desigualdade de gêneros na nação, que tem a terceira maior economia da Ásia.

Em cima do muro

Questionada sobre o assunto, uma representante da Google, proprietária do YouTube, afirmou que a empresa acredita que o acesso à informação é um dos fundamentos para uma sociedade livre. “Nós continuamos a remover conteúdos que sejam ilegais ou que violem nossas orientações comunitárias, assim que somos notificados”, acrescentou.

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