Não é nenhuma novidade dizer que as grandes empresas vêm tomando as mais diversas medidas para combater a pirataria — especialmente no Brasil. Aqui, o problema é enorme e, ao mesmo tempo, um assunto delicado.

Os motivos que levam as pessoas a comprarem produtos falsificados geram muita discussão. Mas e quando a intenção era ter um produto original?

Esse é um dos grandes problemas que a HP vem enfrentando ultimamente: o de produtos falsificados no lugar dos legítimos.

A empresa realizou diversos estudos e percebeu que a qualidade, durabilidade e reputação da marca são extremamente importantes para os consumidores na hora da compra, mas a pirataria em si continua tendo um crescimento significativo.

Isso tudo foi apresentado em um Fórum Antipirataria realizado pela HP neste mês, em São Paulo. O evento reuniu Edson Vismona, presidente do FNCP (Fórum Nacional Contra a Pirataria), Carlos Eduardo Pellegrini, delegado da Polícia Federal, e Sirley Lima, da Pernod Ricard.

Original ou falsificado?

A falsificação vem atingindo de forma diferente os produtos da Hewlett Packard. Segundo Marcio Furrier, gerente de desenvolvimento de negócios de suprimentos da HP do Brasil, “a pirataria de cartuchos é um problema sério, pois os consumidores acreditam de fato terem adquirido um produto original, enganados por uma embalagem que imita a da HP. Infelizmente, logo descobrem da pior maneira que foram vítimas de uma organização criminosa”.

Ou seja, o consumidor acha que comprou, de fato, um produto original. Mas comerciantes em todo o Brasil vêm usando artimanhas para reaproveitar as embalagens para que as mercadorias sejam vendidas como novas — e originais. O problema é que, quando o cliente vai utilizar os cartuchos, eles não funcionam como novos e autênticos — sofrem de incompatibilidade, duram pouco e até vazam, prejudicando as impressoras.

Sem saber que comprou um produto genérico e foi enganado, é natural que o consumidor reaja negativamente à marca. Além disso, o mercado sofre drasticamente. Segundo a HP, quase 2,5 milhões de empregos são perdidos e mais de 125 milhões de dólares não são arrecadados em impostos. Isso gera um prejuízo de 3,5 bilhões no mercado de impressão.

Como verificar se o produto não é falsificado?

Existem formas de se prevenir para não acabar sendo enganado na hora de comprar um cartucho ou toner supostamente original. A forma mais garantida é adquirindo em um canal oficial da HP, como a loja online. Também é possível fazer uma verificação na embalagem, que deve trazer selos de segurança holográficos e não aparentar nenhum rompimento do lacre.

Todas as caixas vêm com um QR Code impresso, que pode ser facilmente lido com o celular (um código logo acima também pode ser usado no site da fabricante). Por fim, a própria empresa realiza verificações de segurança para assegurar que o produto é legítimo. Seguindo um ou mais passos, não tem erro.

Ainda é possível acessar o site da HP (clicando aqui) e denunciar, caso você tenha sido enganado, evitando que outras pessoas tenham o mesmo tipo de problema. Se você comprar um lote a partir de 500 unidades, pode pedir diretamente à empresa para verificar a autenticidade.

A situação da pirataria no Brasil

Apresentado por Rosana Jatobá, o Fórum trouxe esse assunto a debate. Quando perguntado sobre a razão da pirataria não diminuir, Marcio Furrier afirma que, “em primeiro lugar, é necessário educar os consumidores para que eles saibam o que estão realmente comprando. É preciso mostrar o quanto a sociedade perde com isso. Afinal, quadrilhas se nutrem de práticas de pirataria.”

Edson Vismona concorda e emenda: “O brasileiro acha que leva vantagem, mas é preciso mostrar o que ele perde com isso. As pessoas não sabem os prejuízos à saúde quando compram uma bebida falsificada, por exemplo.”

Questionado sobre o valor de originais, Furrier diz que “o preço do falsificado não é tão mais baixo para justificar sua aquisição. Além disso, a HP tem uma linha de baixo custo de cartuchos, a menos de 20 reais.”

O delegado Carlos Pellegrini ainda comentou das investigações que são feitas para combater a pirataria: no momento, são cerca de 165 em aberto. Uma das maiores apreensões ocorreu recentemente, em Maringá, no Paraná. Foram 16 milhões de dólares em mercadorias em abril deste ano. O número é absurdo considerando as do ano passado, que somaram cerca de 540 mil dólares.

*Viajamos a São Paulo para o Fórum a convite da HP.

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