A indústria cinematográfica, assim como a musical, é um mercado que movimenta quantidades extraordinárias de dinheiro todos os anos, e sempre que surge um empecilho que cause prejuízo ou faça os executivos deixarem de ganhar todo o lucro esperado, medidas drásticas são tomadas. Contra a pirataria, os advogados que representam o setor são rápidos em suas ações, mas, fora casos de grandes sites dedicados a downloads ou de grupos de distribuição, é difícil ver alguém sendo efetivamente punido. Esse não é o caso do jovem britânico Philip Danks.

Acusado de ser o responsável pela gravação e distribuição da primeira cópia ilegal do filme Velozes e Furiosos 6 no ano passado, Danks, de 25 anos, foi sentenciado a 33 meses de prisão. O ex-programador gravou o vídeo com o seu celular em uma sala de cinema e contou com a ajuda do antigo namorado de sua irmã, Michael Bell, para fazer o upload do arquivo. Bell também passou por julgamento e foi condenado a 120 horas de serviços comunitários.

Produtora do título, a Universal Pictures alega que o vídeo foi baixado ilegalmente quase 800 mil vezes, causando um prejuízo estimado de US$ 4,1 milhões ao filme que foi o carro-chefe do estúdio em 2013. Apesar de ter vendido algumas cópias da gravação por Facebook ou pessoalmente, Danks ganhou pouco menos de R$ 3 mil com sua operação ilegal, feita principalmente com o intuito de ganhar fama na rede ao ser o primeiro a postar um filme esperado pelo público.

O modo como a polícia britânica e a Universal chegaram à identidade do autor da pirataria também foi um pouco incomum. A tag “Thecod3r”, atrelada ao vídeo compartilhado na internet, era o mesmo apelido que o jovem usava em um site de relacionamentos inglês. Uma relação amorosa com o estúdio americano está descartada, já que, ao ser detido, Danks postou em seu Facebook: “Sete bilhões de pessoas e eu fui o primeiro. Vá se f****, Universal Pictures”. Talvez não tenha sido o melhor comentário a se fazer.

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