(Fonte da imagem: Reprodução/Shutterstock)

De acordo com as estimativas de um estudo da IDC e da Universidade Nacional de Cingapura encomendado pela Microsoft, os consumidores brasileiros vão gastar aproximadamente R$ 1,6 bilhão (US$ 700 milhões de dólares) para solucionar problemas ocasionados pelas infecções de softwares piratas, comumente utilizados no país, somente em 2014.

Além disso, é estimado que aproximadamente 44 milhões de horas sejam necessárias para resolver os danos causados por esses vírus.

Quando falamos de um quadro global, esse número é muito maior: US$ 25 bilhões e 1,2 bilhão de horas gastas para limpar as contaminações. Em termos brasileiros, o gasto total das empresas do país com ações de recuperação de dados e soluções de roubos de identidade causados por softwares ilegais será de US$ 4,6 bilhões em 2014, de acordo com as previsões do estudo.

O estudo intitulado “A relação entre o uso de softwares piratas e brechas de segurança digital” ouviu 1,7 mil consumidores, profissionais de TI, executivos-chefe de tecnologia e oficiais de governo em 14 países. “Usar software pirateado é como andar em um campo minado: nunca se sabe quando se vai encontrar algo desagradável, mas, se encontrar, o resultado pode ser bastante destrutivo”, disse John Gantz, chefe de pesquisas da IDC.

Problemas ocasionados por softwares piratas

Entre os receios mais comuns dos consumidores entrevistados estão: perda de dados, uso de informações para transações não autorizadas e fraudes e invasão de emails, redes sociais e contas bancárias. Por outro lado, 43% dos entrevistados disseram que não costumam instalar atualizações de segurança, deixando os computadores consideravelmente mais vulneráveis aos ataques digitais.

A região do mundo que mais gastará com problemas ocasionados por softwares piratas e hackers será a área Ásia-Pacífico, tanto pelas empresas como pelos consumidores, totalizando US$ 59 bilhões e US$ 10,8 bilhões, respectivamente.  Os gastos em decorrência das infecções em sistemas ilegais também ocorrem em outras regiões do mundo, porém em quantidades significativamente menores.

“As gangues digitais estão tirando proveito de toda e qualquer brecha que encontram pela frente, provocando prejuízos reputacionais e financeiros devastadores para consumidores, empresas e governos. Nesse contexto, o uso de software ilegal surge como mais uma oportunidade para atuação dessas organizações criminosas”, afirma Vanessa Fonseca, gerente de propriedade intelectual e antipirataria da Microsoft Brasil.

Segundo Gantz, comprar um software legítimo é algo mais seguro e barato a longo prazo, já que você saberá que parte dos malwares estará longe de você. No Brasil, o índice de computadores pré-infectados detectado pelo estudo foi de 47%, taxa maior que a de países como Estados Unidos e Turquia, porém menor que a de nações como China e Tailândia.

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