O Índice de Entretenimento do Consumidor (IEC) da ARRIS 2014, lançado no dia 28 de maio, revela que a demanda do consumidor por entretenimento personalizado está impulsionando diversas tendências no consumo de conteúdo global, com significativas implicações nos serviços de entretenimento do futuro.

A transmissão de TV continua sendo a fonte mais importante de entretenimento nos lares, com uma taxa de penetração praticamente universal de 96%, e há novas implicações para exibição em multitela e multissalas. A grande maioria dos consumidores faz parte de um hábito de consumo compulsivo de TV: 80% deles agora assistem a vários episódios de séries de TV ou até mesmo uma temporada inteira de uma só vez.

Enquanto isso, uma crescente aversão à propaganda tradicional da TV está abrindo portas para o merchandising em multitela. O maior desafio do mundo desse recurso pode ser encontrar espaço para armazenar tudo o que o consumidor quiser assistir.

Dezenas de países são monitorados

O IEC da ARRIS é um estudo independente de hábitos de consumo de mídia global que entrevistou 10.500 consumidores de 19 países. O estudo monitora o envolvimento dos consumidores com vários componentes da experiência de entretenimento (incluindo multitela, propaganda e DVR) para fornecer informações sobre as tendências que estão impulsionando a evolução do consumo de conteúdo.

Segundo o IEC da ARRIS, os consumidores transformaram a visualização compulsiva em um hábito: 80% admitem o entretenimento “compulsivo”, enquanto 14% admitem o hábito pelo menos uma vez por dia.

A propaganda tradicional de TV é desestimulante. Os consumidores desviam a atenção para compras relacionadas aos programas: 60% dos consumidores gravam os programas para evitar os anúncios e 41% disseram que a propaganda em seus smartphones é invasiva. No entanto, 17% dos consumidores usam dispositivos secundários para adquirir produtos apresentados nos programas a que assistem.

Os consumidores adoram entretenimento na sala de estar, mas também ficam ligados no quarto: a transmissão de TV veio para ficar, mas carrega novas implicações para exibição em multitela e multissala. Mundialmente, a sala de estar ainda é o ambiente mais popular para assistir à TV, enquanto 41% dos donos de tablets usam os dispositivos no quarto para ver programas.

O que vamos apagar hoje?

Em 2014, ninguém discute sobre o que assistir, mas sobre o que excluir: 62% dos donos de DVR dizem ter de excluir programas, pois ficam sem espaço, embora 68% do conteúdo gravado nunca tenham sido assistidos. Mais: 52% disseram que gravam o conteúdo para pular as partes do programa que não são interessantes.

“O rápido crescimento de dispositivos móveis, que aumentou o alcance das redes de transmissão de alta velocidade, e a facilidade de acesso ao conteúdo estão reformulando a forma como o usuário interage com o conteúdo. Os consumidores agora esperam um entretenimento personalizado, com controle sobre o que, quando, onde e o quanto assistem”, comenta Sandy Howe, vice-presidente sênior de marketing global da ARRIS.

“Nosso Índice de Entretenimento do Consumidor descobriu que os usuários expressam essas expectativas nas maneiras como interagem com o entretenimento em casa. Descobrimos um interesse saudável por formas tradicionais de entretenimento, como a transmissão de TV, e isso serve de base para novas formas de consumir conteúdo, como em multitela, multissala e exibição compulsiva.

Enquanto isso, vemos um aumento na conversão de merchandising em segunda tela. Essas tendências ressaltam uma oportunidade para que os provedores ofereçam serviços mais personalizados e conteúdo relacionado aos programas que abordem esse desvio no envolvimento”, conclui Howe.

O consumo compulsivo tornou-se um hábito

A exibição compulsiva tornou-se comum e especialmente popular entre mulheres e públicos mais jovens na sala de estar. 80% admitem o consumo compulsivo; uma em cada cinco pessoas (18%) de 15 a 34 anos admite o hábito pelo menos uma vez por semana. 14% dos entrevistados disseram que o consumo compulsivo ocorre pelo menos uma vez por dia.

A maneira mais popular de assistir a um conteúdo compulsivamente é baixá-lo em um serviço gratuito (31%) ou por meio de DVD/Blu-ray (31%), seguida de perto por serviços gratuitos de transmissão contínua. Apenas 10% disseram que consomem o conteúdo vindo de um serviço de download pago e 8% disseram que o fazem por meio de um sistema de transmissão pago.

A exibição compulsiva normalmente é feita pela TV-padrão (37%), por meio de computadores, smartphones e tablets. Dispositivos conectados tradicionais permanecem em segundo como os mais utilizados, com o laptop (32%) e o desktop (27%) no topo da lista. Somente 11% disseram que consomem conteúdo compulsivamente em um tablet.

Filmes e séries tendem a ser o conteúdo preferido de 51% dos entrevistados, seguidos por programas de entretenimento (38%). 16% dos participantes disseram que pagariam por um serviço que permitisse download e transmissão imediatos de séries de TV recém-concluídas e 21% ficariam felizes em pagar um pouco mais, se isso fosse parte de um pacote. 21% também afirmaram que escolheriam um provedor que oferecesse esse tipo de serviço.

Curiosamente, as mulheres são mais propensas ao consumo compulsivo do que os homens. 35% das mulheres disseram ter o hábito de visualização compulsiva pelo menos uma vez por semana, em comparação a 32% dos homens. Grupos de pessoas jovens têm mais tendência ao consumo compulsivo, com 44% entre 25 e 34 anos e 41% entre 16 e 24 anos. Esses dizem que o fazem pelo menos uma vez por semana.

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