É bem possível que, nas suas aulas de Biologia, você já tenha ouvido falar sobre animais e plantas capazes de coletar água através da umidade do ar — normalmente, esses seres vivem em áreas realmente secas, em que a vida não consegue resistir com tanta facilidade. Acontece que esse comportamento é muito visado por cientistas.

A técnica chamada Fog Harvesting consiste em criar um sistema de rede que consegue fazer com que a umidade do ar condense e resulte em água potável, sendo que ela já é usada em 17 países diferentes — é claro que a ideia por trás deste projeto é bem mais fácil de ser explicada do que construída. No entanto, isso ainda pode ser melhorado.

Tentando coletar o máximo possível

Cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachussetts (mais conhecido como MIT, na sigla em inglês), em parceria com estudiosos do Chile, estão tentando criar uma técnica de Fog Harvesting que utilize a umidade de nevoeiros e que consiga ser até cinco vezes mais eficiente do que a atual, resultando em um processo de trabalho mais prático e “rentável”.

O problema do trabalho realizado atualmente é o fato de que o sistema para a coleta de água utiliza um polímero que apresenta poros muito grandes. Com isso, uma quantidade maior de umidade consegue escapar por essas aberturas, fazendo com que a quantidade final de água coletada não seja tão grande quanto poderia ser.

Um substituto ideal...

O sistema utiliza a umidade contida em nevoeiros para coletar a água. (Fonte da imagem: Reprodução/inhabitat)

Depois de diversas análises e testes, os responsáveis pelo projeto concluíram que o melhor material para a coleta de água é o filamento de aço inoxidável — cada um desses filamentos tem até quatro vezes a espessura do cabelo humano. Além disso, a “rede” feita com o material precisa de um espaço duas vezes maior entre as suas fibras do que o que é usado atualmente.

Isso faz com que o ar entre com maior facilidade dentro do sistema e “crie” gotas de água com maior eficiência, como você pode conferir no vídeo acima. Os filamentos também são imersos em uma solução que diminui o atrito com a água e faz com que ela escorra com maior velocidade até o recipiente, de forma que ela não evapore ou não seja levada pelo vento.

Parece que está dando tudo certo

Por enquanto, os testes em regiões em que há nevoeiros se mostraram muito positivos. Agora, a equipe de cientistas está realizando medições no Chile, com o objetivo de averiguar a durabilidade do novo equipamento e a qualidade da água obtida, assim como realizar o processo em diferentes tipos de situações.

Em um comunicado para a imprensa, os estudiosos afirmar que apenas 4% da água contida em nevoeiros pode ser coletada. Apesar desta taxa parecer pequena, eles afirmam que é o suficiente para fornecer água potável para todo o Deserto do Atacama, por exemplo. Bacana, não é mesmo?

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