(Fonte da imagem: Reprodução/FGV)

Uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgada na última terça-feira (31 de julho) mostra que 51,2% da população brasileira já está conectada ao meio digital. O valor é ligeiramente superior à média mundial, de 49,1%, mas não representa uma posição confortável para o país entre os 156 analisados.

O país ocupa somente o 72° lugar no estudo, que levou em consideração o acesso a celulares, telefones fixos, computadores e internet residencial. “O Brasil ficar no meio do mundo é uma situação recorrente nas pesquisas, seja em renda ou em inclusão digital. Isso pode ser entendido como o copo meio cheio ou meio vazio. Esperamos que o copo encha”, afirmou o economista Marcelo Neri, coordenador da pesquisa.

Entre os locais analisados, a Suécia apresenta o melhor acesso aos meios digitais (95,8% da população), seguida pela Islândia (95,5%), Singapura (95,5%), Nova Zelândia (93,5%) e Holanda (92,5%). Na América Latina, a Venezula apresenta o melhor índice de acesso a tecnologias de informação, que estão disponíveis a 62% de seus cidadãos.

Inclusão pelo celular

Entre as capitais brasileiras analisadas pela FGV, aquelas com melhor oferta de acesso são Florianópolis (77%), Vitória (76,6%), Curitiba (75,8%), Porto Alegre (72%), São Paulo (71,7%) e Rio de Janeiro (71,5%). Os piores índices foram registrados nos estados do Maranhão, Piauí, Pará e Roraima, sendo que a cidade que menos possui acesso ao meio digital é Uiramatã (RR).

O celular representa o grande veículo de inclusão no país, sendo que aparelhos do tipo são usados por 87% da população brasileira. “Celular é uma tecnologia que está onde os pobres estão. Por isso, tem que levar conteúdo educacional pela plataforma do celular móvel, que está nas mãos das pessoas que se quer incluir. O celular está onde as pessoas estão. É uma plataforma que gera inclusão digital”, afirma Neri.

Fonte: FGV

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