Os zumbis também invadiram as salas de aula (Fonte da imagem: Reprodução/IMDb)

Que os zumbis estão conquistando filmes, seriados e até mesmo marchas internacionais — como a Zombie Walk — todo mundo sabe. Mas, ao que tudo indica, nem os estudiosos estão a salvo dessa “epidemia”: hoje, os mortos-vivos são base de diversos estudos acadêmicos e, mais especificamente, são utilizados por pesquisadores na discussão da política e da economia dos países.

Segundo uma matéria publicada na revista Galileu, a explicação para a conexão dos zumbis com essas áreas está no fato de que, sempre que os mortos-vivos ficam em alta na produção cultural, isso significa que há problemas no quadro político-econômico mundial.

A justificativa — dada pelo professor de política internacional da Universidade Tufts, em Boston, Daniel Drezner — é confirmada por algumas estatísticas: foram lançados aproximadamente 50 filmes sobre mortos-vivos na década de 1990, número que aumentou consideravelmente para mais de 300 na década de 2000, quando os países passaram por crises econômicas e tiveram que lidar com o terrorismo.

Ainda de acordo com Drezner — autor do livro “Theories of International Politics and Zombies” (Teorias de Política Internacional e Zumbis, sem edição no Brasil) —, os filmes são uma boa forma de tratar questões como fome, violência generalizada e falta de rumo para a vida. Problemas que, se abordados de forma direta, são ainda mais assustadores que os zumbis.

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