Sua família vive reclamando que você não tem amigos na vida real e passa tempo demais nas redes sociais? Pois da próxima vez é só dizer que isso não faz mais bem para sua saúde do que eles pensam. Ao menos é isso o que indica um estudo recente feito por uma universidade na Califórnia com 12 milhões de usuários do Facebook: segundo eles, usar o serviço não apenas ajuda eles, como também dá às pessoas um tempo maior de vida em comparação a quem não usa.

Os números da pesquisa são bastante diretos. Basicamente, acessar a rede social com certa frequência e ter muitos amigos – além de, é claro, interagir com eles frequentemente – resulta em uma queda de 12% nos riscos de morte anualmente. Isso também é resultado do fato de que, em boa parte dos casos, os contatos virtuais acabam por se tornar interações sociais constantes no mundo real.

Quanto mais você tem interações moderadas online, maiores suas tendências a serem amigos de seus amigos do Facebook offline também

É importante notar, porém, que usar o Facebook demais e ter pouco contato social fora dele não é nada bom. “A maioria dos usuários do Facebook engajam em níveis moderados de interações online. Entretanto, quando os números de interações online eram extremos, e quando nós não vimos evidências de que os usuários estavam conectados a pessoas offline, nós vimos associações com uma pior saúde”, explicou William R. Hobbs, co-autor da pesquisa.

Antes que você comece a tirar conclusões demais, vale avisar que os dados não levam em consideração uma série de fatores. As informações ignoram, por exemplo, fatores de classe social ou econômica, o que pode ser extremamente importante para definir outros motivos para essa diferença nos riscos.

Mesmo assim, a mensagem que o estudo traz é bastante clara: se você quiser viver mais, é bom ter amigos e ser muito próximo deles – seja na vida real ou nas redes sociais.

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