Conforme deixou claro a última lista da revista Forbes, a próxima trupe de “trilhardários” a liderar o mercado tem associado a diversas marcas da chamada “tecnologia da informação”. O mais curioso, entretanto, é que a grande maior parte desses sujeitos jamais chegou a concluir uma faculdade. De fato, alguns deles nem mesmo chegaram a iniciar um curso superior.

Conta-se que Mark Zuckerberg, por exemplo, abandonou seu curso em Harvard no segundo ano após ter aquele famoso insight. “Eu lembro vividamente que estava comendo pizza com alguns amigos. Eu abri a primeira versão do Facebook e pensei: ‘Sabe, alguém precisa construir um serviço assim para o mundo’.” O resultado, como se sabe, foi um serviço onipresente que recheou os cofres de Zuckerber com US$ 34 bilhões.

Mas ele não é o único. De fato, conforme reforçou a revista, 75% dos nomes mais relevantes na indústria da tecnologia jamais concluiu uma faculdade. Confira alguns dos principais abaixo:

  • Jack Dorsey: fortuna estimada em US$ 2,7 bilhões; responsável pelo Twitter e pelo Square; abandonou um curso na Faculdade de Nova York.
  • Jan Koun: fortuna estimada em US$ 7,6 bilhões; responsável pelo WhatsApp; abandonou um curso na Universidade Estadual de San Jose.
  • Travis Kalanick: fortuna estimada em US$ 3 bilhões; responsável pela startup Uber; abandonou um curso na Universidade da Califórnia em Los Angeles.

Bilionários que conseguiram o canudo

Mas há também quem não tenha abandonado prematuramente os bancos escolares, é verdade. Confira alguns da lista:

  • Nicholas Woodman: fortuna estimada em US$ 3,9 bilhões; entusiasta e fundador da Go-Pro; formado pela Universidade da Califórnia em San Diego.
  • Robert Pera: fortuna estimada em US$ 2,8 bilhões; responsável pela Ubiquiti Networks; formado pela Universidade da Califórnia em San Diego.

US$ 100 mil para largar a faculdade?

Embora não tenha buscado inspiração na lista encabeçada por Mark Zuckerberg, fato é que a discussão do “é preciso ou não um curso superior para liderar o mercado?” já deu muito pano pra manga. De fato, vale lembrar do que fez o também bilionário Peter Thiel ao lançar um programa no mínimo controverso, ainda em 2010.

Sob o título de “Thiel Fellowship” havia uma proposta tipicamente “faustiana”: 20 empreendedores receberam US$ 100 mil cada para largar o colégio e iniciar imediatamente uma carreira no cenário startup.

Naturalmente, não faltou quem condenasse a ideia. Eric Schmidt, da Google, afirmou na ocasião que se tratava de uma “péssima lição” a se deixar aos aspirantes da indústria da tecnologia. Não obstante, é fato que vários dos sujeitos que aceitaram a proposta de Thiel deixaram uma marca no setor — marca tornada ainda mais visível pela lista da Forbes, naturalmente.

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