Com a promessa de entregar uma experiência surround 7.1 virtual de qualidade, o Eagle é um headset voltado especialmente a jogos eletrônicos. O principal diferencial do produto é um sistema de vibração integrado que, segundo a fabricante, proporciona uma maior imersão na experiência transmitida pelos seus games favoritos.

Caso a novidade pareça familiar, isso se deve ao fato de ele compartilhar as características do Cavimanus Virtual 7.1 — cuja análise você pode conferir clicando neste link. O motivo de tal semelhança é o fato de que a PC Yes! está usando o mesmo fornecedor de equipamentos responsável por providenciar as unidades vendidas pela Genius.

Tivemos a oportunidade de passar alguns dias com o Eagle, o que nos permitiu experimentar o produto em diversas situações. Confira nossa análise e, após finalizar a leitura, registre sua opinião sobre o acessório em nossa seção de comentários.

Design

O visual do Eagle segue os padrões do que podemos esperar de um headset voltado ao público “gamer”. O acessório possui um tamanho relativamente grande e conchas acústicas que envolvem as orelhas enquanto você o utiliza. A haste superior tem dimensões avantajadas, o que permite um ajuste confortável independente do tamanho da cabeça de quem o utiliza.

Com um acabamento predominantemente preto, o dispositivo possui alguns detalhes em vermelho em suas laterais. Além de duas faixas que cercam suas saídas de som, há a figura de uma águia (daí decorre o nome “Eagle”) e o logotipo da fabricante em ambos os lados.

Na concha acústica esquerda do headset você encontra um microfone retrátil com características fixas (ou seja, ele não pode ser ajustado para se aproximar ou se afastar da boca do usuário). Na mesma região você encontra o controlador de volume e o botão que aciona ou desliga o sistema de vibração — a área também possui um LED na cor vermelha que indica quando o dispositivo está conectado a um computador.

A haste central do Eagle possui uma área acolchoada revestida por couro sintético que se ajusta à parte superior da cabeça, sendo que a combinação de materiais reveste as saídas de som laterais do produto — a proteção possui características fixas e não é possível retirá-la para realizar a limpeza do acessório, algo que também dificulta eventuais substituições de peças.

Para completar, o dispositivo apresenta um cabo reforçado com 2 metros de comprimento. Além disso, o headset dispõe somente de um conector USB, o que significa que não é possível utilizá-lo em dispositivos com entrada de 3,5 milímetros (também conhecida como P2). O periférico não possui qualquer espécie de software adicional — basta instalar seu driver através do Windows Update ou da página oficial da fabricante para usar as funções oferecidas.

Apesar de seu tamanho avantajado, o Eagle da PC Yes! pode ser considerado um produto discreto quando se leva em consideração a categoria em que ele se encaixa. Muito disso se deve à cor do acabamento adotado pela fabricante, que investiu em tons escuros e em somente um LED cujo nível de iluminação não chega a ser chamativo.

Desempenho

Apresentando um sistema surround virtual com 7.1 canais, o Eagle tem como principal destaque a sensação de posicionamento espacial oferecida a seus usuários. O produto possui somente dois alto falantes que são configurados de forma a emular um sistema que rodeia o usuário.

Isso significa que, embora a experiência oferecida seja mais completa que a de um headset estéreo convencional, ela não chega a se equiparar com a sensação de ouvir filmes ou jogos saindo de um sistema que realmente possui sete caixas de som e um subwoofer. A solução adotada pelo acessório ajuda a detectar o posicionamento de inimigos e outros elementos do cenário enquanto você está jogando, mas as limitações do aparelho fazem com que isso nem sempre ocorra de maneira muito correta.

O recurso que realmente diferencia o acessório de outras opções da categoria é seu sistema de vibração integrado. Com a promessa de oferecer graves destacados, a solução funciona bem na interação com jogos eletrônicos, especialmente aqueles que oferecem uma quantidade razoável de tiros e explosões — ou seja, fãs do gênero FPS vão ser os principais beneficiados pela tecnologia.

No entanto, assim como acontece com o Cavimanus, a solução não se mostra muito boa quando você decide escutar músicas ou assistir a filmes usando o headset. Nessas situações, a impressão que fica é a de que você está usando um subwoofer na cabeça — a intensidade da vibração é tanta que é impossível não se sentir incomodado pela sua existência.

Felizmente, a fabricante parece estar ciente do problema que o efeito apresenta em algumas situações e incluiu um botão na lateral esquerda do fone que desliga a solução. O único contraponto de fazer isso é o fato de que, com a tecnologia desligada, o headset perde um pouco sua capacidade de reproduzir tons graves.

Intensidade sonora e conforto

O headset trabalha com volumes intensos, mas não chega a ser a opção mais completa do mercado nesse sentido. Em compensação, ele não apresenta qualquer espécie de distorção sonora notável mesmo quando usado nos limites de sua capacidade — algo especialmente positivo para quem deseja utilizá-lo para reproduzir músicas e vídeos.

Já o microfone integrado cumpre bem suas funções de comunicação, mas sua qualidade não é exatamente louvável. O acessório permite se comunicar bem dentro de jogos online, entretanto não captura a voz de forma forte suficiente ou elimina ruídos externos para permitir gravações com boa qualidade — em outras palavras, você não vai querer usar o Eagle para gravar podcasts ou narrações de vídeos.

O isolamento sonoro do produto não é muito bom, o que significa que ruídos vão “vazar” no ambiente caso você decida usar toda a capacidade disponível — da mesma forma, ele não é bom em abafar sons externos quando você o usa de forma moderada.

Apesar de ser um fone de ouvido com dimensões grandes, o Eagle é incrivelmente leve. Muito disso se deve ao fato de o produto ser produzido em plástico, o que traz como contraponto não ter as características “Premium” que muitos consumidores esperam de um acessório do tipo.

O dispositivo se encaixa de maneira firme à cabeça, mas não chega a apertá-la de forma excessiva. Isso permite usar o acessório durante horas seguidas sem que haja qualquer espécie de incômodo — o espaçamento entre as caixas de som e as orelhas garante que o produto não sofre com o problema de aquecimento comum a outros acessórios do tipo.

Vale a pena?

Para determinar a validade de adquirir o Eagle da PC Yes!, é preciso levar em consideração os demais fones de ouvido disponíveis atualmente no mercado brasileiro. Apesar de ser um produto de qualidade, o acessório não faz jus ao preço cobrado pela fabricante: R$ 400, em média.

Por preço semelhante, o consumidor encontra nas lojas opções mais completas como o Gamer HyperX Cloud da Kingston, o Gamer Sports Shock da Thermaltake e o Kraken USB da Razer. Além disso, há o fato de que o Cavimanus, da Genius, se é exatamente o mesmo produto e pode ser encontrado nas lojas por preços que variam entre R$ 250 e R$ 300.

Mesmo possuindo um diferencial real (seu sistema de vibração), o acessório da PC Yes! não se destaca no que diz respeito à sua capacidade sonora. O surround 7.1 virtual emulado ajuda a dar uma sensação de posicionamento espacial mais apurada, mas o fato de o produto possuir somente dois drivers faz com que o sistema apresente limitações visíveis.

Avaliado de forma individual, o Eagle é uma boa alternativa caso o consideremos como um produto localizado no intervalo entre modelos de entrada e intermediários. No entanto, não é possível ignorar o fato de que o preço cobrado pela fabricante simplesmente é alto demais quando levamos em consideração o contexto no qual ele se encontra.

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