Há alguns dias, a Microsoft resolveu mostrar a eficiência do Edge, o navegador embarcado no Windows 10, ao compará-lo com alguns de seus concorrentes. No vídeo, quatro notebooks foram colocados lado a lado para testar o impacto dos programas na bateria, teoricamente sagrando o sucessor do Internet Explorer como grande vencedor. Embora o teste mirasse o popular Google Chrome, aparentemente foi a galera do Opera que se sentiu no direito de ficar ofendida e partir para uma resposta na mesma moeda.

Blazej Kazmierczak, diretor de desenvolvimento do produto, foi o responsável por colocar mais lenha na fogueira ao postar, no blog oficial da empresa, uma nova sequência de testes que – surpresa! – apresentou seu navegador como o vitorioso da vez. De forma resumida, como a companhia de Satya Nadella não revelou a metodologia do seu experimento e a equipe de devs do Opera não ficou convencida do resultado – principalmente depois da recente adição de um novo modo de economia –, eles resolveram refazer tudo ao seu próprio modo.

Os número mudaram bem em relação ao primeiro teste

“Como muitos dos times de engenharia, adoramos quando alguém começa uma briga. Se tomamos uma sova em um teste como esse, consideramos que foi um bug”, analisou o executivo no texto. A prova realizada pela Opera, então, criou um software que simula a visita a diversos sites populares entre o público e torna o processo inteiramente automatizado, permitindo uma comparação mais isenta entre as partes – com tudo detalhado na página. A ideia, segundo a publicação, é desafiar a Microsoft a brigar seguindo as mesmas regras.

Nessa nova rodada, a versão 39.0.2248.0 do navegador da casa – com o ad blocker nativo e a função de economia de energia ligados – revelou ser 22% mais eficiente que o Edge e 35% melhor que o Chrome na hora de aproveitar a bateria dos laptops (alguns Lenovo Yoga com especificações de hardware bem comuns). Com a vitória obtida nessa fase da competição, o diretor da Opera não perdeu a oportunidade de dar sua cutucada na concorrente: “Boa sorte da próxima vez, Microsoft!”.

O fim? Talvez não

Confrontado com a informação de que o Opera poderia durar até 43 minutos a mais do que o seu produto em casos de uso contínuo dos browsers, Kyle Pflug, um dos chefões do Edge na Microsoft, decidiu tecer alguns comentários no Twitter. “Esse teste ligou o ad blocker, que, por padrão, vem desligado. Não estão carregando e renderizando o mesmo conteúdo nos navegadores”, apontou. Será que, no fim, ambos só vão concordar sobre o fato de que o Chrome é um vilão da bateria nos computadores portáteis?

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