Os Jogos Olímpicos de 2016 não estão mobilizando só turistas e atletas, já de malas prontas para ir ao Rio de Janeiro. Jornalistas de todas as partes do globo virão à cidade para assistir e cobrir os torneios, conversar com os competidores e mandar todo o conteúdo para veículos espalhados pelo munndo.

Como parte da experiência Explore Rio with Google, o TecMundo conheceu parte da área de imprensa mantida pelo Comitê Organizador Local (COL), o órgão que cuida de toda a logística da Rio 2016. O local fica dentro do Parque Olímpico, principal instalação de competições dos jogos, e deve ser o grande responsável por deixar os fãs informados com rapidez e qualidade, estejam eles no Rio de Janeiro ou em suas casas de qualquer canto do planeta..

A estrutura é especialmente — porém não somente — composta de dois prédios. O principal e maior deles é o imponente Centro Principal de Mídia (MPC, na sigla original em inglês), com seis andares dedicados somente para a equipe de mídia. Grandes corredores de PCs e tomadas formam a sala, que contará com uma conexão que permite o compartilhamento instantâneo de materiais, mesmo fotos de alta resolução. Veja fotos do local abaixo:

Além do grande espaço com computadores para a produção de conteúdo, há salas em separado para agências de notícia e vários espaços de convivência e pausas, para que os jornalistas e técnicos tenham um tempo de descansou ou realizem outras atividades. Nesse local, há lavanderia, lanchonete, unidade de saúde, loja de produtos licenciados e mais alguns espaços.

A ideia do COL é que os Jogos Olímpicos do Rio 2016 sejam conhecidos como as Olimpíadas da era digital, aproveitando o máximo do uso de telefones celulares e redes sociais. A transmissão e produção de conteúdo é tanta que a área de imprensa usa 60% de toda a potência de energia de 50 MVAs (megavoltiampere) destinada para todo o Parque Olímpico. Esse valor energético é dez vezes maior do que o fornecido durante a Copa do Mundo.

Especialmente para TVs

Há também o Centro Internacional de Transmissão (IBC), que é utilizado pelas emissoras de TV ou retransmissoras de todo o mundo. Lá estão estúdios e equipamentos, como antenas e os mais de 1 mil km de cabos. A norte-americana NBC é a que detém o maior espaço por lá, com dois estúdios e um total de 9 mil metros a disposição.

Não visitamos o IBC por dentro, mas ele impressiona pelo tamanho.

 A japonesa NHK é outra emissora que se destaca: afinal, ela fará em parceria com a Rio 2016 algumas transmissões-teste em nada menos que 8K, além do 4K que aos poucos já está se incorporando ao cotidiano de alguns brasileiros.

Para ficar impressionado

A mobilização de energia, pessoas e tecnologia é imensa no Parque Olímpico, já que o mundo inteiro estará de olho no Rio de Janeiro de 5 a 21 de agosto. Confira alguns números e dados relacionados à cobertura da imprensa nos Jogos Olímpicos de 2016:

  • São 95 detentoras de direitos de transmissão instaladas no local;
  • Cerca de 25 profissionais foram credenciados, entre jornalistas e técnicos;
  • Do total, são 6 mil da imprensa escrita e 18 mil de televisão;
  • Cerca de 5,6 mil horas de transmissão televisiva deve ser realizada durante os jogos;
  • A audiência total estimada é de 5 bilhões de pessoas em todo o mundo;
  • Em ordem decrescente, os cinco países com mais jornalistas credenciados na Rio 2016 são: Brasil, EUA, Alemanha, Japão e China.

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