O Oculus Rift pretende fazer com que experiências de imersão sejam de fato testemunhadas pela comunidade gamer. E as promessas que o acessório faz são tentadoras: além de possibilitar emparelhamento junto a games, o periférico pode inaugurar novos horizontes a outros setores de entretenimento e também a diversos campos da ciência.

Mas o que esta tecnologia reserva para nosso futuro? Em entrevista ao site Kotaku, Palmer Luckey, fundador da companhia Oculus VR (empresa agora pertencente a Mark Zuckerberg), disse que acessórios de Realidade Virtual (RV) vão se tornar autônomos. Isso significa que o uso de aparelhos como o Oculus Rift poderá ser feito sem que um computador ou console seja ligado.

Palmer Luckey, fundador da companhia Oculus VR.

“Esses headsets serão capazes de processar um grande número de experiências. Quando conseguirmos fazer isso, conteúdo interessante a todos os públicos poderá ser desenvolvido”, comenta Luckey. Confira a seguir a opinião do pesquisador acerca do futuro de seu acessório.

Para além dos jogos

Não apenas a RV vai se expandir a outras indústrias; outros segmentos de mercado vão também fazer uso de periféricos como o Oculus Rift. Várias outras aplicações serão descobertas por pessoas que trabalham com arquitetura, cinema ou entretenimento virtual. A Realidade Virtual e a Realidade Aumentada vão convergir para o mesmo hardware. Em algum momento, vamos usar esta tecnologia em nosso cotidiano. Mas isso vai demorar algum tempo.

Olhos que veem em alta definição

Antes de explorarmos ao máximo a potência da visão humana, precisamos atingir uma resolução de 10 a 15 vezes maior [do que a admitida pela tecnologia atual]. E não estamos nem perto disso. Telas que poderão suportar esses aspectos ainda vão demorar a chegar. Há um longo caminho pela frente, e precisamos desbravar os limites que os sensores de movimento nos colocam atualmente – nenhum deles é preciso o suficiente para uma boa experiência em RV.

Sensores de movimento

Estamos investindo em pesquisas sobre Realidade Virtual – tecnologias de rastreamento de movimentos, leitura de mãos e de dedos são alguns dos exemplos. Todos esses sensores precisam ser aprimorados para que você seja realmente transportado a uma experiência de imersão de forma natural; é preciso que você sinta seu corpo todo em um ambiente virtual.

Lançamento

Eu realmente disse que o Oculus Rift seria lançado até o final de 2015. O exemplar será menor, terá uma tela com resolução maior e poderá ser comprado por um preço razoável. Vamos certamente vender o produto através de nosso site – não sei se unidades do periférico chegarão a lojas físicas, pois os jogadores estão acostumados a fazer compras online. *Tradução adaptada.

Pés no chão

Palmer Luckey reconhece que, neste primeiro momento, gamers hardcore é que deverão constituir-se como principal grupo de compradores do acessório. “Mas vemos o Oculus Rift em todas as casas no futuro”, observa o executivo. Não se sabe exatamente quando o periférico será lançado – Palmer deixou claro, vale ressaltar, que a performance esperada para o dispositivo será executada somente às custas de mais pesquisas e desenvolvimento de software e hardware.

“Com o passar do tempo, o Oculus Rift poderá ser comprado por qualquer pessoa. Mas nosso público é realmente o jogador que possui um computador capaz de suportar o acessório. Temos como foco os gamers, que vão certamente comprar nosso produto”, finalizou Palmer.

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