A CES 2015 ainda não começou oficialmente, mas a NVIDIA já fez o seu grande anúncio para o evento deste ano. Assim como no ano passado, a novidade também foi um chip mobile: o Tegra K1 chegou em 2014 ostentando poder de processamento e já deu vida a alguns dos portáteis mais poderosos que temos hoje em dia.

A novidade deste ano é o Tegra X1, o primeiro “superchip” mobile do mundo, nas palavras do CEO da NVIDIA, Jen-Hsun Huang.

O Tegra X1 é baseado na arquitetura Maxwell, a mesma que dá força às principais placas de vídeo modernas da empresa como a GeForce GTX 980. Dentro do novo chip existem 256 núcleos gráficos e 8 núcleos de processamento que, juntos, são capazes de fazer o Tegra X1 atingir até 1 teraflop de processamento, algo que há poucos anos só podia ser feito por supercomputadores, disse o CEO.

O novo produto é duas vezes mais potente que o Tegra K1 – lançado ano passado – e faz isso com o mesmo consumo energético, tudo graças aos avanços da arquitetura Maxwell.

Huang também afirmou que o novo chip é capaz de apresentar um desempenho de processamento similar ao dos consoles modernos, como o Xbox One. Para provar ele rodou o tech demo “Elemental” feito com a Unreal Engine 4 rodando diretamente no Tegra X1.

A ideia da NVIDIA é superar a concorrência com poder bruto de processamento e, para isso, ela está utilizando toda a sua experiência em criar GPUs poderosas. Se nos desktops a vida da empresa é mais fácil, no mercado mobile ela ainda precisa superar a Qualcomm e seu já consolidado Snapdragon que está na maioria dos smartphones atuais.

Se o novo chip é mais poderoso que os atuais concorrentes, ainda é cedo para dizer, mas o próprio Huang diz que ele é “forte demais” para os smartphones atuais, Segundo ele, nenhum produto precisa de tanto poder assim logo, a NVIDIA tem planos diferentes para o Tegra X1.

Tecnologia automotiva: a grande tendência para o futuro

O Tegra X1 já está sendo preparado para dar vida aos carros do futuro que, de acordo com Huang, serão as máquinas mais poderosas de todas.

A NVIDIA pretende ser uma das pioneiras nesse mercado e apresentou uma série de produtos para o setor. Um deles é o DRIVE CX, uma espécie de cockpit completamente automatizado e que pode ser personalizado de diversas formas diferentes.

Em uma das demonstrações, Huang e sua equipe mostraram um GPS moderno com mapas detalhados em três dimensões, além de controles de navegação e velocímetros cheios de detalhes.

Outro produto interessante apresentado pelo CEO foi o Drive PX, um sistema de “piloto automático” para carros. A placa é composta por 2 chips Tegra X1 e capaz de receber e processar informações de até 12 câmeras de alta definição diferentes.

Isso, segundo Huang, será importante nos carros do futuro já que as câmeras poderão substituir sensores simples na realização de tarefas complexas.

Entre essas tarefas está a capacidade de identificação do veículo. O Drive PX pode identificar uma série de objetos distintos para fazer com que a direção seja mais segura. O sistema pode “aprender”, graças a uma espécie de “rede neural” que processa tudo em tempo real. O sistema também tem outro recurso interessante: caso algo não possa ser identificado na hora, sua imagem é enviada para a nuvem, analisada e inserida no banco de dados.

Em uma demonstração, Jen-Hsun Huang, mostrou como um carro equipado com o Drive PX pode andar sozinho em um estacionamento, reconhecer o ambiente, encontrar uma vaga e estacionar sem a ajuda de ninguém. Depois disso, ele ainda pode voltar até o local em que deixou o motorista, exatamente como um vallet park, mas de forma completamente automática.

A cobertura do TecMundo da CES 2015 está apenas começando, não deixe de acompanhar todos os detalhes da maior feira de tecnologia do planeta.

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