Durante as últimas décadas nas quais ocorreu a ascensão da internet, as indústrias musical, cinematográfica e televisiva foram provavelmente as que mais sofreram com as profundas mudanças sociais ocorridas em torno da virada do segundo para o terceiro milênio.

O Netflix revolucionou o jeito de assistir a filmes e seriados, que são livres para o assinante por um valor relativamente baixo

A facilidade de troca de dados, informações e arquivos com velocidade e praticidade cada vez maiores facilitou o aumento da pirataria, que afetou profundamente esses mercados e mudou para sempre a maneira como consumimos música, cinema e TV.

Com o tempo, essas indústrias foram obrigadas a se adaptar, visto que todo tipo de tentativa feita para impedir a pirataria foi por água abaixo. O jeito era oferecer esses produtos de maneira mais prática, mais fácil de acessar do que a versão pirata e por um valor que gerasse um custo-benefício que convencesse o usuário de que era melhor consumir a qualidade original.

Mais fácil e mais barato

Nessa onda, os serviços de streaming de música e de vídeo parecem estar indo muito bem. Spotify, Google Play Music e Pandora já possuem uma quantidade imensa de usuários que pagam um valor razoável mensal para ouvir praticamente as canções que quiserem, onde quiserem. O Netflix revolucionou o jeito de assistir a filmes e seriados, que são livres para o assinante por um valor relativamente baixo.

Os “pirateadores” mais dedicados apresentaram queda maior ainda, indo de 13% para 10% dos entrevistados em 2015

Porém, será que essas plataformas estão fazendo frente à pirataria? Aparentemente, sim. Uma pesquisa realizada na Austrália pela IP Awareness Foundation revelou uma queda notável no consumo ilegal de filmes e séries após a entrada do Netflix no país no começo de 2014. Segundo o estudo, 29% dos adultos australianos assumiram consumir filmes pirateados no ano passado. Esse valor caiu para 25% em 2015.

A luta contra a pirataria continua

A queda é apresentada tanto entre pessoas que consomem conteúdo de modo ilegal eventualmente quanto no meio de quem é assíduo nos sites de torrent. Os “pirateadores” mais dedicados, inclusive, apresentaram queda maior ainda, indo de 13% para 10% dos entrevistados em 2015. A notícia é boa em partes, pois o restante que não se rendeu às plataformas pagas, 40% do total, afirmou consumir ainda mais produtos ilegalmente.

Ainda assim, o mais importante é que aparentemente quando valores são acessíveis e há uma facilidade no consumo oficial de um produto, a tendendência é a pirataria ser diminuída gradualmente.

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