Nesta semana, o congresso da ABTA foi palco para declarações bem polêmicas. Primeiro, o presidente da Telefônica afirmou que o WhatsApp promove pirataria nas chamadas por voz. Agora, o serviço atacado pelas empresas de telefonia e comunicações foi o Netflix, apontado como um concorrente desleal por Rafael Sgrott (engenheiro e gerente da Vivo).

Sgrott afirma que existe um grande desequilíbrio tributário atualmente, pois a carência de regulações permite que isso aconteça — sugerindo que somente uma melhor regulação fiscal faria com que tudo fosse corrigido. O executivo da Vivo também revela que as operadoras de telefonia é que ficam com os encargos de melhoria na rede para suportar os serviços como o Netflix.

"Todo o investimento para suportar a demanda de vídeos fica com as operadoras"

Quem também se manifestou contra os serviços de streaming foi a OI. Como informou o UOL, Bernardo Winik (da OiTV) disse que as operadoras tem obrigações e regulações, com "todo o investimento para suportar a demanda de vídeos, sendo que do outro lado você encontra alguém que está colhendo alguns frutos dessa cadeia de valor".

A discussão entre operadoras e OTTs — "over-the-top", que são serviços que usam redes de outras empresas para levar seus conteúdos — não é de hoje. O que resta agora é esperar para saber se os órgãos responsáveis irão se manifestar em frente ao pedido da Oi e da Vivo. Será que o Netflix vai passar por algum tipo de regulação no futuro?

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