O CEO da Netflix, Reed Hastings, revelou algumas informações curiosas sobre o serviço de streaming durante uma entrevista aos investidores após a divulgação do relatório financeiro do primeiro trimestre de 2015.

Entre os dados, destacam-se a marca de 62,2 milhões de usuários no mundo inteiro (superando a meta original de novos assinantes) e 10 bilhões de horas de conteúdo transmitidos só nos três primeiros meses de 2015.

O lucro total (já subtraindo custos, conversões e depreciações) foi de US$ 97 milhões, também superando as estimativas da Netflix. A receita gerada no período só não foi melhor porque o mercado intenacional e a alta do dólar causaram certos prejuízos em alguns locais.

Pirataria e VPN

"Pirataria é um determinante em termos de nosso preço em mercados com bastante pirataria fora dos Estados Unidos.l Não queríamos chegar neles com um valor alto, porque existe uma enorme quantidade de piratas. Então, quisemos competir com eles", afirma David Wells, o chefe financeiro da Netflix. Isso significa que locais como o Brasil, com uma alta taxa de downloads ilegais, a mensalidade é baixa justamente porque é preciso competir com quem não paga nada para baixar filmes e séries.

Além disso, a Netflix está tentando chegar à Polônia, país que conta com uma base de usuários disposta a pagar pelo streaming. O problema? Eles fazem isso agora por softwares de redes privadas que acessam a ferramenta como se estivesse nos Estados Unidos. Eles são difíceis de serem detectados e bloqueados — e a meta é chegar a uma quantidade tão alta de nações que exclua definitivamente essa tática.

Concorrência e conteúdo original

Hastings fala em continuar melhorando o conteúdo, a qualidade do streaming e a interface de usuário. Ele celebra ainda o sucesso de séries originais, como "Unbreakable Kimmy Schmidt", "House of Cards" e "Bloodline" — o sucesso "Demolidor" só entra no relatório seguinte.

"Acho que o fundamental é que somos mente aberta, curiosos. Estamos apredendo e, sinceramente, é porque a TV na internet está crescendo ao redor do mundo em taxas incríveis", afirma o CEO.

Ele ainda celebra a chegada do HBO Now, que pode ser um concorrente, mas também é uma boa alternativa de bom preço (US$ 15) nesse mercado contrário ao da TV por assinatura

Cupons de desconto TecMundo: