Quatro das grandes maiores desenvolvedoras de navegadores deixaram a concorrência de lado por um momento para trabalharem juntas em busca de programas mais rápidos e eficientes. Microsoft (do Internet Explorer e agora Edge), Google (do Chrome), Apple (do Safari) e Mozilla (do Firefox) estão unidas no projeto WebAssembly.

Trata-se de um novo formato binário que atua como um bytecode — uma instrução para máquinas que é mais rápida de ser carregada do que outras linguagens. Atualmente usado, o JavaScript já é questionado há algum tempo por uma série de motivos, desde os motores problemáticos até o design pouco otimizado. Ele não será totalmente extinto, mas complementado.

Com o WebAssembly (ou wasm, como ele será chamado tecnicamente), é possível que a representação binária seja 20% mais rápida do que em um asm.js, que é o subset de JavaScript da Mozilla. O modelo é portátil e de rápida leitura e execução.

Entretanto, o caminho é longo. O JavaScript é altamente padronizado e suportado em todos os cantos da rede, enquanto o wasm ainda terá que correr atrás desse apoio. O que se pode fazer é usar um script em JavaScript que converta o wasm para asm.js nos navegadores que (ainda) não tiverem suporte ao WebAssembly, até que ele seja mais popularizado entre desenvolvedores.

Por enquanto, o WebAssembly está em fase inicial de desenvolvimento e não há muitos detalhes técnicos sobre a sua composição ou previsão de adoção do protocolo de forma comercial.

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