O foguete Falcon 9 explodiu cerca de três minutos após alçar voo a partir de Cabo Canaveral, na Flórida (EUA), nesse domingo (28). A missão CRS-7 tinha por objetivo levar à Estação Espacial Internacional (ISS) suprimentos, um traje espacial e um par do headset HoloLens (entenda); pesquisas feitas por estudantes também acompanhavam a espaçonave. O acidente marcou ainda a primeira tentativa da Space X de reutilizar o “casco” do Falcon 9 (a cápsula Dragon foi completamente destruída).

Segundo Elon Musk, chefe-executivo da empresa espacial privada que realiza viagens à ISS, a explosão se deu em função de um “evento de sobrepressão no tanque superior do oxigênio em fase líquida. Os dados sugerem uma causa ‘contraintuitiva’”. Em mensagem veiculada via Twitter, a Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço (NASA) expressou solidariedade e apoio à Space X. “Estamos com vocês e prontos para tentar novamente!”, publicou a agência norte-americana.

As causas do lançamento catastrófico estão sendo investigadas junto da Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA). “Precisamos encontrar a causa do acidente. Precisamos consertar o problema”, enfatizou Gwynne Shotwell, chefe de operações da empresa espacial. O empreendimento de Elon Musk já realizou seis expedições até a ISS; NASA e Space X esperam retomar o próximo voo em breve. Os astronautas ainda têm suprimentos para “meses”, como esclarece a agência dos EUA.