Além da expressão “PC da NASA” – que se refere a um computador muito potente, embora isso não faça muito sentido –, quando se pensa na agência espacial norte-americana as primeiras coisa que vêm à mente são foguetes e viagens para fora da Terra, não é? O que a gente esquece, muita vezes, é que a organização governamental é responsável por alguns dos maiores avanços tecnológicos da história, criando itens que, anos depois, se popularizam junto ao grande público. Agora, eles querem que outras pessoas levem suas invenções adiante ao oferecer seu catálogo de patentes na faixa – ou quase isso.

Sabe o que aquela espuma macia usada no seu colchão e o implante coclear – que auxilia deficiente auditivos – têm em comum? Isso aí, ambos começaram como ideias dentro dos laboratório de pesquisa da NASA, voltados para uso interno antes de se transformarem e ganharem o mundo. Assim, nada mais natural que uma agência voltada à inovação criasse seu Technology Transfer Program (Programa de Transferência de Tecnologia). A ideia é que, ao não cobrar royalties sobre o uso do portfólio, a iniciativa ajude no crescimento de startups que queriam desenvolver soluções baseadas em itens da organização.

Claro que há uma série de detalhes para que tudo ocorra sem problemas ou disputas judiciais. A oferta está aberta apenas a companhias criadas especificamente para comercializar a tecnologia licenciada da NASA, por exemplo. Outro ponto é que a brincadeira não fica de graça para sempre. Embora a NASA releve qualquer tipo de pagamento antecipado ou cobrança de direitos por pelo menos três anos desde o início do projeto, assim que o produto for colocado no mercado a startup precisa começar a pagar uma taxa de royalty – basicamente para que o programa da agência espacial possa se manter ativo.

Apesar das limitações, a ideia não deixa de ser fantástica, principalmente pela quantidade, qualidade e variedade de patentes sob as asas da NASA. As startups engajadas no segmento podem navegar por um bom tempo na página dedicada exclusivamente aos registros disponibilizados pela iniciativa, que vão de tecnologia voltadas a TI, comunicações e eletrônicos até patentes de lasers superprecisos e aviões capazes de voar em atmosferas como a de Marte. Caso tenha interesse no acordo, é possível conferir todos os detalhes da parceria – em inglês – no site oficial do Technology Transfer Program.

NASA libera suas patentes de tecnologia sem pedir qualquer tipo de adiantamento. Comente sobre a iniciativa no Fórum do TecMundo!

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