Você já deve saber que as fotos que vemos do espaço não chegam até nós sem retoque, não é mesmo? Anos atrás, a própria NASA confirmou que utiliza o Photoshop para deixar as fotografias espaciais mais bonitas — sendo que, antes das edições gráficas computadorizadas, eram necessárias colagens para uma série de adaptações. Apesar disso, nunca haviam sido revelados muitos detalhes de como é o processo de "photoshopagem espacial".

Agora, a Adobe fez uma postagem bem interessante em seu blog oficial para mostrar como o software de edição de imagens ajuda a NASA a chegar aos melhores resultados. Pois para começar, o grande responsável pelas edições não é um designer de formação, mas sim um astrônomo. Isso mesmo. Até mesmo as edições de imagens da NASA são feitas por um cientista dedicado à astronomia. Mas há uma explicação para isso.

As imagens capturadas no espaço chegam à Terra de um modo bem cru. Não existem galáxias coloridas nem nuvens de poeira brilhantes o bastante para que os cientistas consigam ter visualizações complexas do que acontece fora do nosso planeta.

O processo

Os designers-astrônomos precisam interpretar as informações e conseguir diferenciar artefatos que devem ser excluídos ou destacados, por exemplo. Eles também devem ter conhecimento para distinguir poeira espacial de planetas distantes ou outros corpos celestes que estejam com a visualização dificultada por conta de imagens borradas. 

De acordo com a publicação, os cientistas devem "trabalhar com arquivos crus e em escalas de cinza a partir de diferentes partes de um espectro infravermelho". É depois de fazer essas análises e identificar os elementos que podem ser apagados ou ressaltados que o espectro infravermelho começa a ser traduzido em cores que possam melhorar a visualização.

Nebulosa de Órion, criada por Robert Hurt

Há alguns casos em que as imagens são construídas com capturas de diferentes telescópios, em um processo ainda mais complexo de encaixe das obras. Acima deste parágrafo, você pode conferir um desses processos de construção por camadas realizado pelo astrônomo Robert Hurt (da Caltech). Ele usou imagens capturadas pelo Hubble e pelo Spitzer para criar um resultado vivo e preciso.

Esse tipo de processo também é visto nas outras imagens que estão nesta matéria: tanto na do topo, que está mostrando a galáxia de Andrômeda, quanto na das capturas da sonda Curiosity (que está em Marte). Neste último caso, o maior trabalho está em corrigir os ajustes das câmeras da sonda — que não foram preparadas para a atmosfera marciana.

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