Sabe quando seu computador apresenta uma lentidão terrível e você é obrigado a realizar uma faxina completa em seu disco rígido? A NASA pretende fazer algo parecido com a sonda Opportunity (que aterrissou em Marte em 25 de janeiro de 2004), mas sem tocar no veículo espacial: a manutenção será feita remotamente, a milhões de milhas de distância.

De acordo com informações divulgadas pela própria agência espacial, a Opportunity possui 256 MB de memória flash que são utilizados para armazenar relatórios e análises efetuadas pela sonda – dados que eventualmente são enviados para pesquisadores da NASA e substituídos por informações mais recentes.

Contudo, esse ciclo acabou danificando algumas células de memória da Opportunity, que passou a “travar” e reiniciar seu sistema sozinha com uma frequência indesejável. E o pior de tudo é que cada um desses resets demora de um a dois dias para ser concluído, causando atrasos nas pesquisas da agência.

Procedimento demorado

O processo de manutenção inclui o download de quaisquer dados importantes que ainda possam estar guardados na memória da sonda (backup), suspensão de todas as suas células de armazenamento, formatação completa do aparelho e reboot geral do sistema da Opportunity. Após esse procedimento, as células defeituosas passarão a ser evitadas automaticamente pelo veículo, diminuindo a incidência de bugs e perda de informações importantes. Todo esse processo deve ser iniciado já a partir deste mês.

Vale observar que essa não é a primeira vez que a NASA realiza uma manutenção remota na memória de suas sondas espaciais. Em 2009, a agência passou por problemas parecidos com a Spirit, que também estava analisando Marte desde 2004. O equipamento começou a sofrer de “amnésia”, não conseguindo registrar dados importantes e análises efetuadas ao longo do dia. 

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